Governo cria grupo de trabalho para definir estratégia nos eventos de massa

por Teresa Mendes | 16.01.2019

Objetivo é desenvolver a vertente de assistência médica
 O Governo está empenhado numa melhor gestão de risco clínico e maior capacidade de assistência médica nos eventos de massa.
Para o efeito, constituiu um grupo de trabalho que vai definir uma estratégia de preparação e resposta a estes eventos e respetiva operacionalização, «na salvaguarda da saúde pública».

«Estes eventos são cada vez mais frequentes no nosso país, com potenciais repercussões para a saúde, seja no contexto da Saúde Pública, da Emergência Médica ou, eventualmente, da Medicina de Catástrofe», lê-se no despacho publicado esta terça-feira pelo Ministério da Saúde, que reconhece «a importância de desenvolver a vertente de assistência médica, onde o papel da saúde é primordial».

António Marques da Silva, diretor do Departamento de Anestesiologia, Cuidados Intensivos e Emergência do Centro Hospitalar Universitário do Porto, é o coordenador deste novo grupo de trabalho que tem até ao final de março para apresentar um relatório à Tutela.

Entre as funções da nova equipa está o desenvolvimento de metodologias e ferramentas para identificação de necessidades, avaliação de risco e definição de medidas de resposta para a prevenção da doença, promoção e proteção da saúde das populações no contexto dos eventos de massa; bem como propor sistemas de classificação de eventos por nível de risco, valorizando a vertente clínica ou a sistematização de critérios relevantes como fatores agravantes do nível de risco para a melhor adequação do dispositivo de saúde às necessidades clínicas.

António Marques da Silva é o coordenador deste novo grupo de trabalho que tem até ao final de março para apresentar um relatório à Tutela sobre a estratégia nos eventos de massa 

Outros aspetos a desenvolver são a «normalização da dimensão e tipologia do dispositivo de saúde que deverá corresponder a cada evento segundo as respetivas características e particularidades, incluindo a dimensão das equipas de assistência médica e o cálculo de meios de emergência médica pré-hospitalar requeridos» e a identificação dos meios que as entidades promotoras devem providenciar em recursos infraestruturais, equipamentos e recursos humanos respeitantes ao apoio clínico, segundo a tipologia do evento.

O despacho assinado pela secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, está acessível em https://dre.pt/application/file/a/117754168

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16 de Janeiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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