Doentes impedidos de levantar 64,1 milhões de embalagens de medicamentos

por Teresa Mendes | 25.01.2019

Número de fármacos por dispensar aumenta em 2018
Em 2018, 64,1 milhões de embalagens de medicamentos ficaram por dispensar nas farmácias portuguesas no momento da compra por falta de stock, revelou esta quarta-feira a Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Trata-se do número mais elevado desde que o fenómeno começou a ser monitorizado em 2014, tendo aumentado quase 16 milhões relativamente a 2017. Estes números constam do mais recente relatório do observatório que foi criado há seis anos pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional de Farmácias (ANF) para monitorizar este problema.

Os medicamentos que mais faltaram em 2018 foram o Sinemet (para a doença de Parkinson), o Trajenta (para a diabetes), o Aspirina GR (para doentes com tromboses e enfartes), o Spiriva (doença pulmonar obstrutiva crónica) e o Adalat (hipertensão).

Em 2018, 64,1 milhões de embalagens de medicamentos ficaram por dispensar nas farmácias portuguesas no momento da compra por falta de stock, revelou esta quarta-feira a Associação Nacional de Farmácias (ANF).
Trata-se do número mais elevado desde que o fenómeno começou a ser monitorizado em 2014, tendo aumentado quase 16 milhões relativamente a 2017

Fonte do setor farmacêutico queixou-se ao Correio da Manhã que o abastecimento dos laboratórios às farmácias é «irregular» porque «os preços praticados em Portugal são dos mais baixos da Europa» e há uma «falta de liquidez das farmácias para fazer stock».

Alguns dos medicamentos que os doentes não encontraram nas farmácias portuguesas no último ano são «considerados essenciais pela Organização Mundial de Saúde» e a sua falta coloca os doentes «em risco», noticia o referido jornal diário. 

Entretanto, o secretário-geral da ANF, Nuno Flora, disse, numa nota à Imprensa, que «as falhas dos medicamentos são um problema que resulta das dificuldades globais do setor».

«A maioria das farmácias tem prejuízo para dispensar os medicamentos essenciais, comparticipados pelo Estado e as dificuldades são maiores nas farmácias mais pequenas do Interior, que servem as populações mais idosas, isoladas», alertou o responsável.

19tm04t
25 de Janeiro de 2019
1904Pub6f19tm04t

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 05.12.2019

 Médicos de Medicina Interna são insuficientes manter o SU dos HUC

Vinte médicos especialistas em Medicina Interna enviaram declaração de responsabilidade à Ordem dos...

por Teresa Mendes | 05.12.2019

 Reduzir o colesterol mais cedo pode diminuir risco cardiovascular mais tar...

Reduzir os níveis de colesterol com medicamentos em pessoas com menos de 45 anos pode reduzir o risc...

por Teresa Mendes | 04.12.2019

Esperança de vida em Portugal é maior do que na média dos países da EU

A esperança de vida em Portugal «aumentou substancialmente na última década», nomeadamente com a red...

por Teresa Mendes | 04.12.2019

 FMUL: Novo Edifício Reynaldo dos Santos será inaugurado a 16 de dezembro

No próximo dia 16 de dezembro, pelas 11h00, será inaugurado o novo edifício da Faculdade de Medicina...

por Teresa Mendes | 04.12.2019

Ministra inaugurou centro de saúde em Ventosa, Torres Vedras

A ministra da Saúde, Marta Temido, inaugurou esta terça-feira, o centro de saúde de São Mamede da Ve...

por Teresa Mendes | 04.12.2019

Iniciativa apela à liquidação de todas as dívidas com mais de 90 dias a for...

A Apifarma, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Associação Cristã de Empresários e Gest...

por Teresa Mendes | 03.12.2019

 Entre 2016 e 2018 foram introduzidos mais de 150 medicamentos inovadores

O acesso a novos medicamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) «aumentou de modo significativo, co...

por Teresa Mendes | 03.12.2019

SPMS e APAH lançam Ciclo de Webinars sobre Transformação Digital na Saúde

A Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e a Associação Portuguesa de Administradores Ho...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.