Mortes por overdose cresceram 41% em 2017

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 31.01.2019

SICAD apresenta relatórios anuais 
A percentagem de mortes por overdose aumentou 41% em 2017 face ao ano anterior, tendo sido detetado na maioria das 38 vítimas mais do que uma substância, revela um relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamento Aditivos e nas Dependências (SICAD), apresentado esta quarta-feira aos deputados na Comissão Parlamentar da Saúde.

De acordo com o relatório anual sobre «A situação do país em matéria de drogas e toxicodependência 2017», nesse ano morreram 259 pessoas com a presença de substâncias ilícitas, dos quais 38 (15%) foram considerados overdoses.

Nas mortes por overdose foram detetadas a presença de opiáceos (42%), de cocaína (42%) e de metadona (42%).

«Uma vez mais, na maioria (87%) foram detetadas mais do que uma substância, sendo de destacar em associação com as drogas ilícitas, o álcool (37%) e as benzodiazepinas (32%)», refere o documento.

Relativamente às outras causas das mortes com a presença de drogas (221), foram sobretudo atribuídas a morte natural (38%) e a acidentes (33%), seguindo-se-lhes o suicídio (23%) e o homicídio (3%).

Por outro lado, nas redes pública e licenciada registaram-se 719 internamentos devido ao uso de droga em Unidades de Desabituação (631 nas públicas e 88 nas licenciadas) e 2046 em Comunidades Terapêuticas (56 nas públicas e 1990 nas licenciadas), correspondendo a 57% e 60% do total de internamentos nestas estruturas, um número que tem vindo a diminuir desde 2009.

«A heroína continua a ser a droga principal mais referida pelos utentes (...) na maioria das estruturas de tratamento, sendo de destacar entre as exceções, os novos utentes em ambulatório, em que uma vez mais foi a canábis, o que poderá refletir a maior articulação dos serviços e adequação das respostas às necessidades específicas de acompanhamento desta população», salienta o relatório.

A percentagem de mortes por overdose aumentou 41% em 2017 face ao ano anterior, tendo sido detetado na maioria das 38 vítimas mais do que uma substância, revela um relatório SICAD apresentado esta quarta-feira aos deputados na Comissão Parlamentar da Saúde 

Nesse mesmo dia foi também apresentado o relatório com «A Situação em Matéria de Álcool 2017», tendo o mesmo revelado que em 2017, 170 pessoas morreram em acidentes sob a influência do álcool, o valor mais elevado dos últimos cinco anos.

Em 2017, foram registados 977 óbitos positivos para o álcool, 36% dos quais foram atribuídos a acidente (incluindo os de viação), 33% a morte natural, 17% a suicídio e 5% a intoxicação alcoólica.

Todas as informações aqui.

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31 de Janeiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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