ANF lança petição para salvar as farmácias

por Teresa Mendes | 06.02.2019

Estabelecimentos em zonas mais isoladas não estão a conseguir sobreviver 
Actualmente, quase 25% das farmácias (675) enfrentam processos de penhora e insolvência, alerta a Associação Nacional das Farmácias (ANF).
Numa numa petição lançada esta segunda-feira é salientado que «as farmácias têm prejuízo para garantirem a dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado» e que «as que servem populações mais isoladas e envelhecidas, não estão a conseguir sobreviver».

Na petição, as farmácias apelam ao Parlamento para que seja feito um «programa legislativo» que garanta «a igualdade e a equidade» de todos os portugueses no acesso aos medicamentos e evite o fecho de farmácias em situação frágil.

São sete os objetivos que constam desse programa, entre os quais, a atribuição de «incentivos e melhores condições de funcionamento às farmácias mais frágeis» e a proibição da «concentração de farmácias e a sua instalação dentro dos hospitais».

Actualmente, quase 25% das farmácias (675) enfrentam processos de penhora e insolvência, alerta a ANF. Numa numa petição lançada esta terça-feira é salientado que «as farmácias têm prejuízo para garantirem a dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado» 

Combater as falhas de medicamentos, garantindo aos doentes o acesso na farmácia a todos os medicamentos receitados pelos médicos, e «promover o uso racional dos medicamentos, proibindo qualquer prática que incentive o seu consumo, como os descontos nos medicamentos com preço fixado pelo Estado», são outras das medidas propostas.

Os peticionários solicitam ainda que seja fixado «um critério de remuneração igual para todos os agentes do sector do medicamento» e que se aproxime «os medicamentos das pessoas», promovendo a dispensa na farmácia de medicamentos oncológicos e para o VIH-sida, a vacinação contra a gripe e outras intervenções em saúde pública, com particular atenção aos doentes crónicos.

A petição assinala os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se comemoram este ano, afirma que «a melhor forma de celebrar esta obra maior» da Democracia «é garantir a sua sobrevivência no século XXI».

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06 de Fevereiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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