Greve cirúrgica: Diretora do CHTV alerta para não cumprimento dos serviços mínimos

06.02.2019

Continuam a haver doentes prioritários que não estão a ser operados
Depois de o diretor clínico do Hospital do Santo António, no Porto, ter denunciado esta terça-feira que foram violados os serviços mínimos na greve cirúrgica dos enfermeiros, também a diretora clínica do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV), Helena Pinho, alertou, numa conferência de Imprensa, para a mesma realidade na unidade que dirige.

«Ontem (terça-feira), não foram operados sete doentes que cumpriam os serviços mínimos e hoje também não», por recusa dos enfermeiros, disse esta quarta-feira Helena Pinho, durante a conferência de imprensa, na qual avisou para os constrangimentos provocados pelo facto de a greve estar a decorrer em simultâneo com o plano de contingência da gripe.

Desde 31 de janeiro, até à noite de terça-feira, das 180 cirurgias previstas foram canceladas 69, sete das quais deviam ter sido feitas no âmbito dos serviços mínimos, avançou a responsável, considerando que os sindicatos que marcaram a greve, «quando a alocaram a Viseu, não conheciam muito bem a realidade» do bloco operatório central.

«Temos uma lista de espera muito grande, porque habitualmente no bloco central já quase só operamos tumores, fraturas e doentes prioritários», explicou, acrescentando que as salas costumam estar «ocupadas de manhã à noite» com este tipo de situações.

Depois de o diretor clínico do Hospital do Santo António, no Porto, ter denunciado esta terça-feira que foram violados os serviços mínimos na greve cirúrgica dos enfermeiros, também a diretora clínica do CHTV, Helena Pinho, alertou para a mesma realidade na unidade que dirige

De acordo com Helena Pinho, «com a definição alargada dos serviços mínimos, praticamente têm que se abrir as salas todas» para dar cumprimento ao que foi estipulado por um coletivo de juízes no Conselho Económico e Social (CES).

«Nos primeiros dias, os doentes que tinham indicação dentro dos serviços mínimos para serem operados, foram operados.
Quem realmente veio por pressão na greve foram os sindicatos e, a partir do momento que eles cá vieram, deixaram de ser cumpridos os serviços mínimos», lamentou a responsável.

Helena Pinho contou que «o que os sindicatos determinaram foi que abria um determinado número de salas, quando não é isso que está no acórdão» do CES.

«Neste momento, não estamos a cumprir os serviços mínimos decretados por um tribunal por opção dos sindicatos, porque faltaram a uma reunião onde poderiam eles ter tentado negociar os serviços mínimos.
Eu estive e sei que eles não estiveram lá», assegurou.

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07 de Fevereiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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