Documento com tempos padrão para consultas em discussão pública

por Teresa Mendes | 11.02.2019

Proposta da OM define tempos para mais de 60 especialidades 
A Ordem dos Médicos (OM) quer acabar com a sobreposição de horários na marcação das consultas e duplicar, ou mesmo triplicar, o tempo padrão de cada consulta. Para o efeito, elaborou um documento com os tempos que considera serem os recomendados, que entra em discussão pública esta segunda-feira, quando se assinala o Dia Mundial do Doente.

«A necessidade de fixar estes tempos de referência não oferece qualquer dúvida à Ordem dos Médicos.
Não é possível aceitar como inevitável a sobrecarga que atualmente se verifica nas consultas, agendadas com diferenças de escassos minutos, quando não sobrepostas, prejudicando as boas práticas clínicas e a qualidade da assistência ao doente», salienta o preâmbulo do documento.

A proposta, que será colocada em consulta pública durante 30 dias, está aberta aos contributos de todos os médicos e de todos os cidadãos portugueses, apresentando tempos padrão para mais de 60 especialidades. 

«Não é possível aceitar como inevitável a sobrecarga que atualmente se verifica nas consultas, agendadas com diferenças de escassos minutos, quando não sobrepostas, prejudicando as boas práticas clínicas e a qualidade da assistência ao doente», salienta o preâmbulo do documento

A título de exemplo, a proposta considera que as primeiras consultas feitas pelos médicos de família devem ter uma duração padrão entre os 30 e os 45 minutos. 
De acordo com aquele organismo, este é «um ponto de partida para uma fundamentação tão consensual quanto possível». 

Posteriormente, o documento será apresentado, discutido e votado em Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos, sendo de seguida publicada a versão final do documento como Regulamento desta Ordem na 2.ª série do Diário da República.

A publicação foi desenvolvida com os contributos dos colégios das especialidades e competências e das secções de subespecialidade da Ordem dos Médicos, que «aponta o caminho de uma ponderação técnica e científica na definição dos tempos de consulta».

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11 de Fevereiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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