Mortes por insuficiência cardíaca podem aumentar 73% em 2036
foto de "DR" | 14.02.2019
Estudo sobre a carga da doença em Portugal continental
As mortes por insuficiência cardíaca deverão aumentar 73% em 2036, comparando com a mortalidade em 2014, devido ao envelhecimento da população, segundo estimativas de um estudo sobre a carga da doença em Portugal continental.
Esta é a conclusão de uma projeção de investigadores do Centro de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que prevê igualmente que a carga total da doença, que engloba os anos de vida perdidos por morte e incapacidade, vá sofrer um aumento de 28% face a 2014, o equivalente a 16,8 mil anos de vida perdidos por morte prematura e 10,3 mil anos perdidos devido à incapacidade gerada pela insuficiência cardíaca.
As mortes por insuficiência cardíaca deverão aumentar 73% em 2036, comparando com a mortalidade em 2014, devido ao envelhecimento da população, segundo estimativas de um estudo sobre a carga da doença em Portugal continental
«Vamos ter um aumento de pouco mais de 70% das mortes devido à insuficiência cardíaca, apenas pelo efeito do envelhecimento da população», disse à agência Lusa Miguel Gouveia, um dos investigadores do estudo divulgado a propósito do Dia do Doente Coronário, que se assinala nesta quinta-feira.
Apesar de a insuficiência cardíaca afetar as pessoas a partir da idade adulta, é mais prevalente em pessoas mais idosas e a população portuguesa está a envelhecer rapidamente.
«Portanto, esta é uma doença que não só é muito pesada agora como é uma doença que vai de certa maneira ter um peso muito crescente com o envelhecimento da população», disse Miguel Gouveia, economista e professor da Universidade católica.
Miguel Gouveia adiantou que o estudo «tenta estabelecer factos e estimar tendências» e que «seria agora interessante começar a entrar em detalhes de como o sistema de saúde pode lidar com o problema».
«É possível que o sistema de saúde invista na melhoria desta doença, na prevenção da mortalidade prematura, na melhoria da qualidade de vida, reduzindo a incapacidade das pessoas», adiantou.
Para o investigador, este investimento será provavelmente «bastante rentável, porque é um problema grande e qualquer coisa que se consiga fazer» para o resolver dará «muitos resultados».
«Este é um estudo que vale a pena fazer, como o sistema de saúde pode otimizar, pode melhorar a forma como lida com este problema de maneira a termos os melhores resultados possíveis», defende o investigador na mesma nota à Imprensa.
O estudo, realizado em colaboração com o Centro de Estudos Aplicados da faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, e com o apoio de uma bolsa de investigação de uma farmacêutica, contou com a participação de investigadores da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizada dos Olivais, da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Departamento de Medicina Interna e Hospital de Dia do Hospital de São Francisco Xavier e da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa.
19tm07L
13 de Fevereiro de 2019
1907Pub4f19tm07L
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Esta é a conclusão de uma projeção de investigadores do Centro de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que prevê igualmente que a carga total da doença, que engloba os anos de vida perdidos por morte e incapacidade, vá sofrer um aumento de 28% face a 2014, o equivalente a 16,8 mil anos de vida perdidos por morte prematura e 10,3 mil anos perdidos devido à incapacidade gerada pela insuficiência cardíaca.
As mortes por insuficiência cardíaca deverão aumentar 73% em 2036, comparando com a mortalidade em 2014, devido ao envelhecimento da população, segundo estimativas de um estudo sobre a carga da doença em Portugal continental
«Vamos ter um aumento de pouco mais de 70% das mortes devido à insuficiência cardíaca, apenas pelo efeito do envelhecimento da população», disse à agência Lusa Miguel Gouveia, um dos investigadores do estudo divulgado a propósito do Dia do Doente Coronário, que se assinala nesta quinta-feira.
Apesar de a insuficiência cardíaca afetar as pessoas a partir da idade adulta, é mais prevalente em pessoas mais idosas e a população portuguesa está a envelhecer rapidamente.
«Portanto, esta é uma doença que não só é muito pesada agora como é uma doença que vai de certa maneira ter um peso muito crescente com o envelhecimento da população», disse Miguel Gouveia, economista e professor da Universidade católica.
Miguel Gouveia adiantou que o estudo «tenta estabelecer factos e estimar tendências» e que «seria agora interessante começar a entrar em detalhes de como o sistema de saúde pode lidar com o problema».
«É possível que o sistema de saúde invista na melhoria desta doença, na prevenção da mortalidade prematura, na melhoria da qualidade de vida, reduzindo a incapacidade das pessoas», adiantou.
Para o investigador, este investimento será provavelmente «bastante rentável, porque é um problema grande e qualquer coisa que se consiga fazer» para o resolver dará «muitos resultados».
«Este é um estudo que vale a pena fazer, como o sistema de saúde pode otimizar, pode melhorar a forma como lida com este problema de maneira a termos os melhores resultados possíveis», defende o investigador na mesma nota à Imprensa.
O estudo, realizado em colaboração com o Centro de Estudos Aplicados da faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica, e com o apoio de uma bolsa de investigação de uma farmacêutica, contou com a participação de investigadores da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizada dos Olivais, da Unidade de Insuficiência Cardíaca do Departamento de Medicina Interna e Hospital de Dia do Hospital de São Francisco Xavier e da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa.
19tm07L
13 de Fevereiro de 2019
1907Pub4f19tm07L
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Mortes por insuficiência cardíaca podem aumentar 73% em 2036