Fnam pede intervenção do CNS para reformular organização dos hospitais 

por Teresa Mendes | 15.02.2019

«Doente é obrigado a uma “via-sacra” de consultas», alerta a Fnam
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) apela ao presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS) para que o órgão a que preside faça «uma urgente reflexão sobre a organização hospitalar e correspondente necessidade de reformulação».

Numa carta enviada a Henrique Barros, o sindicato considera que a atual organização e governação dos serviços de saúde, nomeadamente os serviços hospitalares está «imutável desde há décadas» e «longe de satisfazer» as necessidades.

Na missiva, a Fnam alerta para serviços de saúde «organizados em serviços de ação médica monovalentes, funcionando de forma fechada (pouco abertos à abordagem do doente numa perspetiva multidisciplinar), centrados nos desígnios da direção de serviço e dos grupos profissionais».

Numa carta enviada a Henrique Barros, o sindicato considera que a atual organização e governação dos serviços de saúde, nomeadamente os serviços hospitalares está «imutável desde há décadas» e «longe de satisfazer» as necessidades

O sindicato dá o exemplo de um doente diabético que para ser apoiado nas diferentes valências - consultas de Endocrinologia, cuidados de Neurologia, de Oftalmologia, de Cirurgia Vascular, de Pé Diabético, de Nutrição, etc. - «é obrigado a uma “via-sacra” de consultas, cada uma implicando deslocações quantas vezes de quilómetros por esse País fora».

«É convicção generalizada e consensual de que é primordial não só reforçar o poder do cidadão no Serviço Nacional de Saúde (SNS), como colocar o cidadão no centro do mesmo», defende a Fnam, acrescentando que «a desejada centralidade do doente na modelação da organização dos serviços prestadores implica que o interesse daqueles deve prevalecer sobre quaisquer outros presentes na realidade do SNS».

O comunicado pode ser lido na íntegra aqui  

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15 de Fevereiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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