42 mil portugueses já assinaram petição para “salvar as farmácias”

21.02.2019

Quase 680 farmácias enfrentam processos de penhora e insolvência
Quarenta e dois mil portugueses já assinaram uma petição para «salvar as farmácias» em situação mais frágil, tornando obrigatória a sua discussão no plenário da Assembleia da República.

Lançada pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), a petição «Salvar as Farmácias, cumprir o SNS», que ultrapassou claramente as 4000 assinaturas necessárias para debate parlamentar, defende um programa legislativo dirigido ao setor farmacêutico, para evitar o fecho de farmácias em situação mais frágil.

«Os portugueses pedem aos deputados um pacote de medidas para evitar a falência de 25% das farmácias e para garantir a igualdade do direito à Saúde em qualquer ponto do território», refere a ANF em comunicado divulgado esta quarta-feira.

Neste momento, 679 farmácias enfrentam processos de penhora e insolvência, mais quatro do que no início do ano, adianta a ANF, que representa 2750 farmácias.

«Os portugueses pedem aos deputados um pacote de medidas para evitar a falência de 25% das farmácias e para garantir a igualdade do direito à Saúde em qualquer ponto do território», refere a ANF

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, foi um dos primeiros subscritores, justificando que «o acesso dos doentes aos medicamentos está mais uma vez em risco. As farmácias estão em grandes dificuldades».

Segundo a ANF, a petição, cuja recolha de assinaturas foi iniciada há uma semana, será assinada hoje, na Farmácia Nova de Famões, em Odivelas, pela bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, e pela bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins.

«A adesão dos mais altos representantes das profissões da saúde é para nós uma honra e uma responsabilidade», afirma o presidente da Associação Nacional das Farmácias, Paulo Cleto Duarte, no comunicado.

Paulo Cleto Duarte adianta que «as farmácias querem trabalhar de forma cada vez mais articulada com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, para que cada português encontre sempre rapidamente a solução adequada aos seus problemas de saúde, quer viva nas grandes cidades ou nas aldeias mais isoladas».

Segundo dados da associação, Portalegre, Guarda, Santarém e Setúbal são os distritos onde 30% ou mais das farmácias estão em risco.

A petição adianta que foram reportadas 64 milhões de embalagens de medicamentos em falta nas farmácias só no ano passado, afirmando que «a austeridade sobre o setor do medicamento não pode ser eterna».

«É urgente salvar a rede de farmácias», pede o texto da petição, que, segundo a ANF, supera a última petição nacional das farmácias realizada em 2014.

19tm08p
21 de Fevereiro de 2019
1908Pub5f19tm08p

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 03.04.2020

 Adiada a desmaterialização total da prescrição para 31 de dezembro de 2020

O fim total da prescrição manual previsto para 31 de março foi hoje adiado pelo Governo para 31 de d...

por Teresa Mendes | 03.04.2020

 Ordem dos Médicos e AEP apresentam proposta para hospital de campanha

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Ordem dos Médicos (OM) apresentaram ao Ministério da...

por Teresa Mendes | 03.04.2020

Profissionais de saúde do SNS impedidos de cessar contratos de trabalho 

A cessação dos contratos de trabalho dos profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) v...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

 Médicos, enfermeiros e técnicos vão pagar menos pela eletricidade em abril...

A EDP Comercial anunciou esta quarta-feira que está a preparar um pacote de ofertas para reforçar o...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

 Sindicatos preocupados com número de médicos infetados

 O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) «constatam com...

por Teresa Mendes | 02.04.2020

Luz verde para estudo experimental com uso de plasma de doentes recuperados

Cerca de 30 doentes com Covid-19 no Hospital Universitário Karolinska vão poder em breve começar a r...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.