CHULC fecha ano de 2018 com menos atividade e o triplo do défice que em 2017

por Teresa Mendes | 22.02.2019

SIM fala do «terrível legado» do anterior CA
Apesar de ter diminuído a atividade assistencial, o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) fechou o ano de 2018 com um défice de 89,8 milhões de euros, mais do triplo que no ano anterior. 

Estes são dados que constam do «Relatório analítico da atividade assistencial e desempenho económico-financeiro», disponível no site do CHULC , que embora provisório está repleto de números explicitamente escritos a vermelho para assinalar que ficaram abaixo dos objetivos definidos no início do ano e abaixo dos números de 2017.

Em termos assistenciais, em 2018, o relatório aponta para a realização de menos 13179 consultas, menos 1020 cirurgias, menos 465 sessões de hemodiálise, menos 245 partos na Maternidade Dr. Alfredo da Costa, um aumento do número de doentes em lista de espera de inscritos para cirurgia (+1899 doentes) e um agravamento do tempo médio de espera (+31 dias).

O «terrível legado» do anterior conselho de administração

Num comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) fala do «terrível legado» do anterior conselho de administração (CA) e saúda o novo, recentemente nomeado. 

«O CA cessante foi brindado com a realidade atual de subfinanciamento do SNS e demonstrou total inabilidade na gestão dos recursos humanos e financeiros», lê-se na nota à Imprensa. 

Em termos laborais, o sindicato observa o «desgaste e desmotivação das equipas», levando inclusive a inúmeras demissões devido a escalas de médicos incompletas e abaixo dos mínimos, inexistência de horários de trabalho ou horários não conformes a lei, incumprimento dos descansos compensatórios, sobreposição de tarefas de atividade programada com as de urgência, indisponibilidade de medicamentos, material cirúrgico e outro material clínico.

Apesar de ter diminuído a atividade assistencial, o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) fechou o ano de 2018 com um défice de 89,8 milhões de euros, mais do triplo que no ano anterior

Recorde-se que a administração do CHULC, que inclui o Hospital de São José, Hospital de Santo António dos Capuchos, Hospital de Santa Marta, Hospital de Curry Cabral, Hospital Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, foi substituída recentemente pelo Governo, tendo sido nomeada a ex-secretária de Estado, Rosa Zorrinho, para presidente do CA, substituindo Ana Escoval.

«O SIM saúda o fim desta página negra e pede menos teorias da contratualização e mais diálogo com os profissionais e competência na gestão dos históricos Hospitais Civis de Lisboa», sublinha o sindicato

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22 de Fevereiro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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