Existe «facilidade exagerada» na transição dos médicos para o privado

por Teresa Mendes | 05.03.2019

Pedro Ramos defende «instrumentos que impeçam» este facilitismo
«Facilidade exagerada» que existe na transição dos médicos, cuja formação custou milhares de euros no sistema público, para o privado, e saem sem «deixarem algum retorno».

O secretário regional da Saúde da Madeira criticou esta segunda-feira a «facilidade exagerada» que existe na transição dos médicos, cuja formação custou milhares de euros no sistema público, para o privado, e saem sem «deixarem algum retorno».

«Gostaríamos que os médicos do sistema público não tivessem uma facilidade exagerada para poderem transitar para o sistema privado, sem devolverem e de facto deixarem qualquer coisa no sistema público, que é responsável pela sua formação», disse Pedro Ramos após ter reunido com os deputados do PSD da Madeira na Assembleia da República.

À agência Lusa, o responsável madeirense apontou que, «no caso dos médicos, são gastos muitos milhares de euros e, quando este entende que pode passar para o sistema privado, não deixa nada em retorno».

O secretário regional da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, criticou este domingo a «facilidade exagerada» que existe na transição dos médicos, cuja formação custou milhares de euros no sistema público, para o privado, e saem sem «deixarem algum retorno»

Por isso, defendeu que «deve haver instrumentos que impeçam» este facilitismo, mencionando que, neste momento, existem «duas unidades privadas que estão a tentar recrutar profissionais do sistema público».

«Isso não devia funcionar assim», sublinhou, realçando que «a Lei de Bases da Saúde não permite proceder de outra forma» e é necessário «atuar» de maneira diferente.

Pedro Ramos referiu que está em fase de preparação um diploma para ser apresentado na Assembleia da República que visa «a colaboração do profissional em instituições do Serviço Nacional de Saúde e que possa também ser feita no Serviço Regional de Saúde».

«Existem problemas em termos de contratualização e prestação de serviço consoante o tipo de horário, este decreto vai permitir ultrapassar esta barreira, o vínculo da exclusividade», explicou, destacando que, com esta alteração, os profissionais «podem exercer a sua atividade noutras unidades sem ser no seu hospital».

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05 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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