«Absolutamente escandaloso»

por Teresa Mendes | 06.03.2019

SIM alerta para corte de 118 milhões na saúde 
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considera que é «absolutamente escandaloso» que o Governo recuse implementar medidas necessárias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), alegando impacto financeiro de 20 ou 30 milhões de euros, ao mesmo tempo que injeta 850 milhões de euros para financiar o setor bancário.

«Enquanto o Governo se prepara para injetar mais 850 milhões de euros no Novo Banco, um relatório da nona missão de avaliação pós-programa de ajustamento, da Comissão Europeia revela que o Governo irá cortar 118 milhões de euros na saúde e educação em 2019», destaca aquele sindicato num comunicado

No documento divulgado no início de fevereiro, Bruxelas refere que se «espera uma poupança de 236 milhões de euros no setor público em 2019.

Cerca de metade do lado da saúde e da educação, enquanto as medidas no sistema de justiça, na administração interna, bem como o uso mais eficiente dos ativos públicos e o uso crescente de compras centralizadas devem contribuir com a outra metade.

O Sindicato Independente dos Médicos considera que é «absolutamente escandaloso» que o Governo recuse implementar medidas necessárias no SNS, alegando impacto financeiro de 20 ou 30 milhões de euros, ao mesmo tempo que injeta 850 milhões de euros para financiar o setor bancário 

Ou seja, 118 milhões de euros resultam de poupanças na saúde e na educação.

O SIM conclui que «apesar dos repetidos anúncios do virar da página da austeridade pelo Governo, mantêm-se e até se agravam os cortes na saúde», acreditando, no entanto, que «este cenário mude rapidamente» e que várias questões em aberto possam ser resolvidas ainda nesta legislatura, entre as quais «a abertura de negociações honestas sobre a revisão da grelha salarial a curto prazo, estancando assim a fuga de médicos do SNS para o setor privado e emigração».  

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06 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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