A multimorbilidade afeta mais de um terço da população portuguesa

06.03.2019

Hipertensão é a patologia mais comum 
A multimorbilidade afeta mais de um terço dos portugueses, com maior frequência na população feminina, idosos, e com menor qualificação académica, segundo um estudo publicado na Acta Médica, revista científica da Ordem dos Médicos, da autoria de vários investigadores do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

«Os nossos resultados são especialmente importantes para a forma como a assistência à saúde é organizada e fornecida», uma vez que estes doentes têm necessidades de saúde acrescidas, o que representa um ónus elevados para os cuidados de saúde, concluem os investigadores que assinam o estudo «Multimorbidity in Portugal: Results from The First National Health Examination Survey», disponível para consulta.

A investigação detetou uma prevalência de 38,3% de portugueses com idades entre os 25 e 74 anos que têm duas ou mais doenças crónicas, uma «magnitude assinalável» segundo os autores, sendo que 28% têm mesmo três ou mais doenças deste tipo.

A multimorbilidade afeta mais de um terço dos portugueses, com maior frequência na população feminina, idosos, e com menor qualificação académica, segundo um estudo publicado na Acta Médica, revista científica da Ordem dos Médicos

No sexo feminino a prevalência da multimorbilidade sobe para os 43,4%, descendo para os 32,7% nos homens.

Para ambos os sexos, a patologia mais comum é a hipertensão (25,1% nos homens e 26,1% nas mulheres), seguida da hipercolesterolemia (23,7% e 25,7%). Em terceiro lugar surge a artrose (20,6%) nas mulheres e as alergias (11,4%) nos homens.

A tendência, segundo os especialistas, é que o número de portugueses com várias doenças crónicas aumente mais nos próximos anos com o envelhecimento previsível da população.

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06 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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