Carta aberta ao primeiro-ministro acusa Governo de «desprezar os médicos»

por Teresa Mendes | 07.03.2019

As «Fake News» da ministra da Saúde, segundo o SIM 
Numa carta aberta ao primeiro-ministro, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusa o Governo de «desprezar os médicos», apelando para «uma negociação séria» e que «não se falte à verdade quanto aos seus salários».
 
Na missiva é dito que «o Governo português despreza os médicos do SNS que perderam 23% do seu poder de compra afastando as remunerações ainda mais do praticado nos restantes países da União Europeia».

O desprezo estende-se aos médicos do Instituto de Medicina Legal, «recusando concretizar acordos de princípio assinados com delegações credenciadas pelo Ministério da Justiça» e aos médicos civis dos Hospital das Forças Armadas, «deteriorando a acessibilidade e a qualidade dos cuidados de saúde prestado aos militares».

Numa carta aberta ao primeiro-ministro, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusa o Governo de «desprezar os médicos», apelando para «uma negociação séria» e que «não se falte à verdade quanto aos seus salários»

Na longa carta dirigida a António Costa, o sindicato salienta igualmente que «o Governo português despreza os médicos porque se recusa a valorizar o trabalho recusando concursos para Assistente Graduado Sénior; porque se recusa a diminuir a carga de trabalho em Serviço de Urgência fazendo aumentar a lista de espera para consultas e cirurgias ao mesmo tempo que aumentam exponencialmente as transferências para o setor privado e social; e ainda porque e se recusa a diminuir a carga de trabalho dos médicos de família, permanecendo as dificuldades de acesso».

SIM acusa ministra de virar opinião pública contra médicos
 
«Ao invés de aliciar e motivar os médicos do SNS», a ministra da Saúde, Marta Temido, «tenta colocar a opinião pública e outros profissionais contra os médicos como ocorreu na entrevista na TVI de 4 de março tentando esconder que em Portugal depois do final da austeridade nunca se investiu tão pouco na saúde… até no tempo da troika se investiu mais», crítica o sindicato.

Contrariando as declarações da ministra, diz, citando dados oficiais, que as listas de espera são as maiores e mais longas de sempre e que «a promessa de médicos de família para todos» está «muito longe».

«Mais baixo investimento de sempre, dados do Tribunal de Contas», «maior número de cirurgias de sempre para o privado, maior volume financeiro pagos a prestadores (cerca de 110 milhões de euros)» e «insatisfação crescente de todos os profissionais de saúde» são outras situações apontada no documento.

Adicionalmente, o SIM esclarece que ao contrário do que foi dito por Marta Temido, «Um médico no início da carreira em Portugal não ganha 2.746€, mas sim 1.566,42 euros brutos por mês no primeiro ano da Formação Geral».

A carta  aberta está disponível aqui 

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06 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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