CHS inicia hospitalização domiciliária no segundo semestre do ano

por Teresa Mendes | 11.03.2019

Modelo apresenta várias vantagens
O Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), que integra o Hospital de São Bernardo e o Hospital Ortopédico do Outão, inicia a modalidade de hospitalização domiciliária no segundo semestre do ano, anunciou esta sexta-feira o CHS num comunicado, divulgado no Portal do SNS. 

«O Serviço de Medicina Interna vai ser responsável pela implementação de uma Unidade de Hospitalização Domiciliária, prevista para o segundo semestre de 2019, com uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar, uma equipa de hospitalização domiciliária e cinco camas de hospitalização domiciliária», destaca a nota à Imprensa

O Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), que integra o Hospital de São Bernardo e o Hospital Ortopédico do Outão, inicia a modalidade de hospitalização domiciliária no segundo semestre do ano, anunciou o CHS

«Esta unidade [de Saúde] pretende apresentar uma alternativa ao modelo de internamento convencional, que proporciona assistência médica e de enfermagem aos utentes que, apesar de necessitarem cuidados hospitalares, reúnem um conjunto de critérios clínicos, sociais/familiares e geográficos que permitem que sejam hospitalizados no domicílio», acrescenta o comunicado.

De acordo com o CHS, os doentes neste regime de hospitalização domiciliária ficam «sob vigilância de uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar, após o devido consentimento informado do doente e da sua família».

O Centro Hospitalar de Setúbal salienta ainda que o modelo «apresenta várias vantagens», nomeadamente «menor incidência de infeções hospitalares, maior comodidade para o doente que recebe cuidados de saúde no seu domicílio, libertação de recursos hospitalares, redução de custos, entre outros». CHUCB quer tratar 200 utentes no domicílio até ao fim do ano

O Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira (CHUCB), por sua vez, já iniciou o seu projeto de hospitalização domiciliária, que deverá abranger pelo menos 200 utentes até ao final do ano.

«Começámos no dia 22 [fevereiro] e já tratámos seis doentes; três já tiveram alta e três mantêm-se em internamento. A nossa proposta é de termos até dez camas em simultâneo e chegarmos pelo menos aos 200 utentes até ao fim do ano», referiu esta sexta-feira o presidente do conselho de administração do CHUCB, João Casteleiro, numa conferência de imprensa de apresentação do projeto.

O responsável especificou que o serviço será assegurado por uma equipa constituída por seis enfermeiros e quatro médicos de Medicina Interna e um assistente social, sendo que «o doente é visto todos os dias e há um contacto permanente entre utente e os elementos da equipa».

Além disso, em caso de necessidade, «o paciente tem acesso aos exames complementares de diagnóstico ou às restantes especialidades hospitalares, exatamente da mesma forma e nas mesmas condições que um doente que esteja internado no próprio hospital».

Quanto à tipologia das doenças, a hospitalização domiciliária destina-se a patologias agudas ou doenças crónicas, cujo tratamento pode ser feito em casa se existir o acompanhamento de saúde adequado.

Entre os casos poderão estar, por exemplo, um doente que precisa de medicação endovenosa ou um doente crónico que terá de ajustar a medicação sob vigilância médica, entre outras situações em que o tratamento em casa não implique riscos para o utente.

«A grande vantagem é para o doente, por estar na sua própria casa e ser tratado na sua própria casa. Esse é um dos grandes benefícios, o outro o de se contribuir para reduzir os riscos de infeções hospitalar», acrescentou João Casteleiro, citado num comunicado divulgado pelo Portal do SNS. 

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11 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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