«A Saúde é um dos principais handicaps da Região Autónoma da Madeira»

por Teresa Mendes | 11.03.2019

Conclusão de um estudo que avaliou realidade social, cultural e económica
«A Saúde é um dos principais handicaps da Região Autónoma da Madeira (RAM).» Esta é uma das conclusões do «Estudo qualitativo para a avaliação da realidade social, cultural e económica da RAM – 2019», que custou ao Governo Regional 111 mil euros e teve por objetivo conhecer a realidade regional nas suas várias vertentes, noticiou este sábado o DN da RAM.

«Para definir metas e adotar medidas, necessitamos de obter o retrato fiel de quais as reais carências, necessidades e anseios das populações, de modo a planificar corretamente as estratégias e agir atempadamente junto destas, elencando prioridades na nossa atuação.

Para a concretização desta planificação, essencial a qualquer ação governativa, é necessário recorrermos a trabalhos especializados, como acontece no presente caso» e que «se destina ao uso exclusivo da atuação governativa», explicava a vice-presidência do Governo Regional ao DN em novembro último.

O estudo refere como principal perceção que «viver na Madeira é sentido como um privilégio, dada a grandeza das características intrínsecas da Região e da sua identidade sociocultural». 

As vivências são globalmente positivas, embora os inquiridos apontem o dedo aos efeitos da insularidade, à dependência do continente, ao patriarcalismo e ao compadrio existente.

O Turismo, a Segurança, o Ambientalismo e a Educação estão no topo das perceções positivas, enquanto que a Saúde, a Agricultura e a Pecuária, o Custo de Vida e os Transportes se revestem de maior negatividade.

«A Saúde é um dos principais handicaps da Região Autónoma da Madeira.» Esta é uma das conclusões do «Estudo qualitativo para a avaliação da realidade social, cultural e económica da RAM – 2019»

A par e passo com o Custo de Vida, «a Saúde é um dos principais handicaps da Região», alertando os inquiridos para «o facto do hospital ser antigo e em mau estado de conservação», para a «escassez de profissionais», sublinhando os problemas relacionados com «as longas listas de espera para consultas e cirurgias». 

Em termos concelhios, Funchal, Ponta do Sol e Machico são os concelhos com «melhor nota». Já Santana e São Vicente são os piores.

O estudo está disponível para consulta aqui.
    
19tm11b
11 de Março de 2019
1911Pub2f19tm11b

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 24.05.2019

Unidades de saúde mental forense não prisionais vão ter equipa clínica mult...

As unidades de saúde mental forense não prisionais vão passar a ter formalmente uma equipa clínica m...

por Teresa Mendes | 24.05.2019

Ordem cria Gabinete Nacional de Apoio ao Médico

Os médicos em burnout podem recorrer, a partir de hoje, dia 24 de maio, a um gabinete de apoio criad...

por Teresa Mendes | 24.05.2019

Palco será dado a quem vive a realidade da dor crónica de perto

O próximo dia 31 de maio será um dia de reflexão, onde o palco será dado a quem vive a realidade da...

por Teresa Mendes | 24.05.2019

O  ciclo de vida do medicamento explicado aos jovens

O Infarmed produziu um vídeo dirigido aos jovens, onde explica as etapas do ciclo de vida do medicam...

por Teresa Mendes | 24.05.2019

 Governo vai impulsionar criação de USF em contextos complexos 

O Governo está determinado a apoiar e impulsionar a criação de Unidades de Saúde Familiar (USF) em c...

22.05.2019

Fundadores do Observatório de Saúde António Arnaut  defendem transparência

O coordenador do Observatório de Saúde António Arnaut (OSAA) defendeu esta terça-feira, em Coimbra,...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.