«É necessária uma nova grelha salarial para os médicos do SNS»

por Teresa Mendes | 11.03.2019

Médicos juntam-se aos protestos das profissões da saúde e reclamam aumentos
Os médicos juntam-se ao coro de protestos das outras profissões da saúde e reclamam aumentos salariais. «É necessária uma nova grelha salarial para os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)», diz o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) num comunicado publicado este domingo no seu site.

Esta é uma reivindicação em grande parte justificada pela «necessidade de fixar e captar especialistas para um SNS com severa limitação do seu número, na maioria envelhecidos, apresentando índices de fadiga elevados», bem como pela necessidade de «fazer frente a listas de espera crescentes em número e em tempos», argumenta aquela estrutura sindical.

A nota à Imprensa inclui uma longa exposição de motivos (22) para o aumento salarial, entre os quais «que o salário de especialista com 35 hora é de 1853 euros brutos (cerca de 1270 euros líquidos com subsídio de refeição) após um mestrado integrado de 6 anos + 5 a 7 anos para obtenção de especialidade», que «os salários congelados desde 2007»,  que «o poder de compra diminuiu 20,5% e  os impostos e a taxa da ADSE aumentaram» ou que «os salários no estrangeiro são três vezes superiores, altamente apelativos e com outras condições de trabalho».  

Os médicos juntam-se ao coro de protestos das outras profissões da saúde e reclamam aumentos salariais. «É necessária uma nova grelha salarial para os médicos do SNS», diz o Sindicato Independente dos Médicos

Acresce uma «vida social e familiar comprometida, com alta prevalência de stress pós-traumático, violência sobre profissionais e até casos de suicídio» e ainda «honorários dos prestadores de serviço que variam entre 40 e 50 euros/hora com carga fiscal de cerca de metade das horas suplementares dos médicos do quadro».

«Com uma nova e melhorada grelha, poderá haver maior disponibilidade para a realização de trabalho suplementar necessário ao funcionamento dos serviços de urgência, inclusive da parte de quem de está dispensado por limite de idade (grande maioria dos médicos do SNS)», sublinha o SIM no comunicado.

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11 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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