Estado e utentes gastaram mais com medicamentos em 2018

por Teresa Mendes | 13.03.2019

Consumo de genéricos atingiu «máximo histórico» 
A despesa do Estado com medicamentos vendidos em farmácias aumentou 3,4% em 2018.
O consumo de medicamentos genéricos atingiu «um máximo histórico», revela o relatório de «Monitorização do consumo de Medicamentos» do Infarmed.

No documento, ao qual a Lusa teve acesso, a despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos genéricos e de marca foi de 1.255 milhões de euros em 2018, mais 41,5 milhões de euros, face ao ano anterior.

A despesa dos utentes também aumentou no ano passado, totalizando 711 milhões de euros, mais 11,4 milhões de euros.
Os mesmos dados adiantam que a despesa média de cada utente com medicamentos genéricos e de marca foi de 72,60 euros em 2018.

As classes de medicamentos com maior aumento na despesa em relação ao ano anterior foram os antidiabéticos (12,7%), os anticoagulantes (18%) e os antiasmáticos e broncodilatadores (11,1%).

Os dados da autoridade nacional do medicamento observam também um aumento de 0,2% do preço médio por embalagem relativamente ao ano anterior.
 
Quota de genéricos sobe para os 63,6% Sobre o consumo de medicamentos genéricos, o relatório afirma que voltou a subir, tendo atingido um máximo histórico.

«A quota de mercado de genéricos quando existe medicamento de marca, ou seja, no mercado concorrencial, é de 63,6%, atingindo um máximo histórico, com um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior e de cerca de 10% em relação a 2010», refere o documento citado pela Lusa.

A despesa do Estado com medicamentos vendidos em farmácias aumentou 3,4% em 2018. O consumo de medicamentos genéricos atingiu «um máximo histórico», revela o relatório de «Monitorização do consumo de Medicamentos» do Infarmed

Os dados apontam ainda que no total de 161 milhões de embalagens dispensadas, independentemente de terem ou não correspondente em genérico, 48,4% da quota de mercado de unidades já são genéricos, mais 1,1% em relação a 2017.

Em 2010 este valor situava-se em 31,4%. 

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13 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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