Travar a progressão de doenças neurodegenerativas está mais perto de ser uma realidade

por Teresa Mendes | 15.03.2019

Tema em foco no congresso nacional da SPDMov
 Interferir com a acumulação de aglomerados de proteínas no cérebro de doentes com Parkinson ou outras doenças neurodegenerativas, através da remoção dessas proteínas, pode estar «a poucos anos» de ser uma realidade, afirma Tiago Outeiro, professor da Universidade de Medicina de Goettingen, na Alemanha.

Este é um dos temas em foco do congresso nacional da Sociedade Portuguesa de Doenças do Movimento (SPDMov), que decorre a 15 e 16 de março, no Hotel Curia Palace, em Aveiro, e que este ano se dedica ao tema «A Clínica nas Doenças do Movimento».

«Sabemos hoje que há diferentes aglomerados de proteínas que se acumulam no cérebro dos doentes e estão associadas a patologias como a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer ou a doença de Huntington.

A aglomeração dessas proteínas é significativamente mais frequente em pessoas que têm uma destas doenças e aumenta à medida que a doença progride», explica o investigador citado num comunicado da SPDMov. 

De acordo com Tiago Outeiro, «os estudos laboratoriais e os ensaios clínicos que estão a decorrer atualmente visam perceber de que forma é que estes aglomerados de proteínas se formam e se interferir na sua acumulação pode vir a travar a progressão destas doenças neurodegenerativas». 

«Os resultados dos ensaios clínicos podem chegar dentro de dois ou três anos e vão ser muito elucidativos, independentemente do que provarem», informa o especialista, acrescentando que «se vierem a provar que há efeitos diretos da remoção dos aglomerados proteicos, pode avançar-se para ensaios em grupos mais alargados e, posteriormente, dar-se a introdução de um novo medicamento no mercado, que será uma nova forma de tratamento». 

Interferir com a acumulação de aglomerados de proteínas no cérebro de doentes com Parkinson ou outras doenças neurodegenerativas, através da remoção dessas proteínas, pode estar «a poucos anos» de ser uma realidade, afirma o investigador Tiago Outeiro 

Tiago Outeiro vai ainda apresentar resultados da sua investigação e também partilhar com os participantes do congresso o status dos ensaios clínicos, a medição dos resultados e avaliação das várias estratégias para interferir com o curso da doença de Parkinson e outras doenças degenerativas. 

Doença de Parkinson, distonia, tremor, ataxia e doenças do movimento na criança são alguns dos temas que estarão em destaque no congresso, onde serão também atribuídos prémios aos melhores trabalhos submetidos.

O programa está disponível aqui

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14 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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