Afinal, o que aconteceria se os médicos internos fizessem greve?

por Teresa Mendes | 15.03.2019

Jovens médicos sentem-se indignados pela forma como têm sido tratados 

Numa altura em que se sucedem as inaugurações de instalações e equipamentos de saúde por parte do Governo, o cenário de greve é cada vez mais uma possibilidade real. Assim o diz o Sindicato Independente dos Médicos, que pondera avançar para uma paralisação de médicos internos como protesto pela forma como estes têm sido tratados.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Jorge Roque da Cunha, revelou mesmo que já contactou a Federação Nacional dos Médicos (Fnam), para conversações, tendo em vista «o endurecimento dos protestos» indicando que pode passar por uma greve.

Numa altura em que se sucedem as inaugurações de instalações e equipamentos de saúde por parte do Governo, o cenário de greve é cada vez mais uma possibilidade real. Assim o diz o Sindicato Independente dos Médicos, que pondera avançar para uma paralisação de médicos internos como protesto pela forma como estes têm sido tratados

Já esta terça-feira a Comissão Nacional de Médicos Internos do SIM se tinha manifestado indignada com declarações recentes da ministra da Saúde que «reforçam uma eventual proposta para a obrigatoriedade «de os internos ficarem no Serviço Nacional de Saúde após a conclusão do internato da especialidade.

Num comunicado, os médicos internos defendem que a capacidade de formação do SNS «está no limite» e lembram que os internos já são 9 mil neste momento.

A Comissão considera que os jovens médicos têm vontade de permanecer no SNS, mas avisa que é preciso criar condições para que isso aconteça, nomeadamente abrindo antecipadamente concursos e dando condições de trabalho.

«A ministra da Saúde parece querer empurrar os médicos para formas de luta extremas. Afinal, o que aconteceria se os médicos internos, que correspondem a um terço dos médicos do SNS, suspendessem funções em contexto de greve?», pergunta aquela Comissão.

Os internos apelam mesmo ao secretariado nacional do SIM para que avalie «todas as formas de luta» para preservar «a dignidade» que considera têm vindo a ser afetadas por recentes declarações da ministra da Saúde, Marta Temido.

Recorde-se que numa entrevista este mês à TVI, a ministra da Saúde admitiu a possibilidade de avançar com formas para reter por algum período de tempo os recém-especialistas, após conclusão do internato, no SNS.

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15 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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