Compostos no café inibiram cancro da próstata em ratinhos

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 18.03.2019

Estudo divulgado no Congresso Anual da EAU
 Há cada vez mais evidências de que a ingestão de certos tipos de café pode reduzir o cancro da próstata. Cientistas japoneses estudaram, em ratos, os efeitos de dois compostos encontrados no café, acetato de kahweol e cafestol, em células do cancro da próstata, demonstrando que estes foram capazes de inibir o crescimento de células resistentes a medicamentos anticancerígenos, como o cabazitaxel.

A investigação apresentada esta segunda-feira no 34.º Congresso Anual da European Association of Urology, encontro que decorre até amanhã, dia 19, incidiu inicialmente no teste de seis compostos, encontrados naturalmente no café, na proliferação de células do cancro da próstata humano in vitro.

Os investigadores descobriram que as células tratadas com acetato de kahweol e cafestol cresceram mais lentamente do que os controles. 

A descoberta levou a que tenham posteriormente testado esses dois compostos em células de cancro da próstata que tinham sido transplantadas para camundongos (16 ratos) - 4 ratinhos controlo, 4 tratados com acetato de kahweol, 4 com cafestol, e os restantes tratados com uma combinação de acetato de kahweol e cafestol.

«Descobrimos que o acetato de kahweol e cafestol inibiram o crescimento das células cancerígenas em camundongos, mas a combinação pareceu funcionar sinergicamente, levando a um crescimento do tumor significativamente mais lento do que em camundongos não tratados.

Há cada vez mais evidências de que a ingestão de certos tipos de café pode reduzir o cancro da próstata. Cientistas japoneses estudaram, em ratos, os efeitos de dois compostos encontrados no café, acetato de kahweol e cafestol, em células do cancro da próstata, demonstrando que estes foram capazes de inibir o crescimento de células resistentes a medicamentos anticancerígenos, como o cabazitaxel 

Após 11 dias, os tumores não tratados cresceram cerca de 3 vezes e meia o volume original (342%), enquanto os tumores nos ratos tratados com ambos os compostos cresceram em cerca de um ano e meio (167%) vezes tamanho original», salienta o principal autor do estudo, Hiroaki Iwamoto, da Universidade de Kanazawa, Japão, citado num comunicado à Imprensa.

Estes resultados, de acordo com o autor, revelam a necessidade de «uma investigação mais aprofundada», estando a equipa a estudar «como podem testar estes achados numa amostra maior e, em seguida, em humanos».

O acetato de Kahweol e o cafestol são hidrocarbonetos, naturalmente encontrados no café arábica.  

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18 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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