Ana Jorge vai liderar estudo de avaliação do Sistema de Saúde Militar

19.03.2019

Ex-ministra da Saúde tem até final de maio para apresentar propostas 
A ex-ministra da Saúde Ana Jorge vai coordenar um «estudo de avaliação» sobre o modelo de organização do Sistema de Saúde Militar (SSM), que deverá estar pronto até ao final de maio, segundo um despacho do ministro da Defesa Nacional.

O relatório sobre o SSM deverá ser entregue até 31 de maio e conter «propostas concretas» sobre o modelo de organização, capacidades do Hospital das Forças Armadas, serviços prestados, indicadores de eficiência, sustentabilidade e interação com o Serviço Nacional de Saúde, diz o despacho, assinado na quinta-feira passada e ao qual a Lusa teve acesso esta segunda-feira.

Segundo o diploma, que ainda não foi publicado, o estudo será desenvolvido pela médica Ana Jorge, ex-ministra da Saúde nos XVI e XVII governos.

A ex-ministra da Saúde Ana Jorge vai coordenar um «estudo de avaliação» sobre o modelo de organização do Sistema de Saúde Militar, que deverá estar pronto até ao final de maio, segundo um despacho do ministro da Defesa Nacional 

Recorde-se que a Ana Jorge presidiu, antes de iniciar funções como ministra da Saúde em janeiro de 2008, ao grupo de trabalho que elaborou um relatório sobre o SSM que esteve na base da reforma do sector iniciada naquele ano.

No ano seguinte, em 2009, o Governo aprovou uma proposta para a reforma da Saúde Militar que previa a substituição dos seis hospitais militares por um único, que se veio a concretizar na criação do Hospital das Forças Armadas com dois polos, um em Lisboa e outro no Porto.

No despacho, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, indica que deve ser avaliada a adequação do modelo do SSM e a sua sustentabilidade financeira e que devem ser propostas ações para aumentar a «atratividade do Hospital das Forças Armadas» e para «desenvolver na carreira médica, civil e militar». 

João Gomes Cravinho argumentou que o SSM «tem sido objeto, especialmente na última década, de um processo profundo de reforma» e considerou essencial fazer «um ponto da situação» do atual sistema.

O modelo preconizado pelas alterações orgânicas de 2014 «apenas se encontra parcialmente implementado, constatando-se alguns desvios, entretanto verificado, ao modelo então previsto», refere o governante.

Há um mês, numa audição no Parlamento, o governante tinha já apontado como prioridade «lançar as bases» para um sistema de saúde «mais coeso e integrado», avançando esperar ver a reforma concluída «até ao final da legislatura».

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19 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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