Consultar o doente pelo telemóvel vai ser uma realidade

19.03.2019

Nova ferramenta de videochamada será generalizada
Até ao final de junho a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) vai começar a testar uma nova ferramenta que vai permitir ao doente ter uma consulta no SNS através de uma aplicação no telemóvel que faz uma videochamada.
O objetivo, se a ideia for aceite pelos médicos, é estender a consulta online para todo o país até ao final do ano.

Em declarações à TSF, no dia em que começa, em Lisboa, o Portugal Ehealth Summit 2019, a maior cimeira nacional de tecnologia e saúde, o presidente da SPMS adiantou que este novo projeto, que funcionará na app MySNS Carteira, possibilitará que os utentes tenham, à distância, através de um smartphone, de uma consulta com o médico de família ou um médico de especialidade.

A meta é ter um projeto-piloto a funcionar na região de Lisboa ou do Porto até ao final do primeiro semestre de 2019 e expandi-lo a todo o país até ao final do ano.

O responsável dos SPMS sublinha que já hoje as pessoas podem ter no telemóvel a app MySNS Carteira que permite guardar receitas, vacinas ou registos de alergias, sendo que o próximo passo será criar uma plataforma segura que permita fazer a videochamada «sem dúvidas sobre a identidade do médico e do doente».

A Serviços Partilhados do Ministério da Saúde vai começar a testar uma nova ferramenta que vai permitir ao doente ter uma consulta no SNS através de uma aplicação no telemóvel, que faz uma videochamada 

A ferramenta vai ficar disponível e a atividade que terá, explica Henrique Martins, vai depender dos médicos e do uso que as instituições de saúde lhe quiserem dar, sendo que um dos principais desafios para o futuro é tornar a tele saúde uma prática habitual e aceite pelos profissionais.

O presidente dos SPMS explica que já hoje muitos médicos dão o seu número de telemóvel ao doente para esclarecer dúvidas simples, mas acrescenta que «a imagem faz muita diferença».

«Ter a possibilidade de ver o doente, mesmo à distância, ajuda muito», defende Henrique Martins que acrescenta que hoje já temos receitas à distância e teremos, em breve, imagem à distância. 

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19 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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