APMGF teme que consultas por telemóvel aumentem as desigualdades

20.03.2019

Rui Nogueira defende, em alternativa, criação de equipas domiciliárias 
O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) critica a nova ferramenta que vai permitir aos utentes serem consultados através de uma videochamada no telemóvel, anunciada ontem pela Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Rui Nogueira teme que aumentem as desigualdades.

«Será que a tecnologia serve para todos os doentes?» é a pergunta que o responsável deixa a propósito desta nova opção.

«Nós não podemos aprofundar as iniquidades que já temos no sistema. Já há pessoas que têm dificuldade de acesso. Se ainda vamos criar mais desigualdades neste acesso, nós estamos a ir pelo caminho errado», disse esta terça-feira o dirigente à TSF.

Rui Nogueira sublinhou que «a consulta exige que a pessoa esteja em contacto com o médico» e que a nova ferramenta deve ser o último recurso e que não pode «substituir o contacto direto» 

Rui Nogueira sublinhou ainda que «a consulta exige que a pessoa esteja em contacto com o médico» e que a nova ferramenta deve ser o último recurso e que não pode «substituir o contacto direto».

O presidente da APMGF defende que, em alternativa, devem ser criadas equipas domiciliárias e medidas que facilitem o acesso aos cuidados de saúde: «Há doentes que pela sua condição económica, pelo seu isolamento, pela sua condição de instrução, de não poder utilizar algumas tecnologias, têm ainda que ter mais apoio e haver mais possibilidades de visita no domicílio, mais possibilidade de tratamentos no domicílio, de haver transportes que facilitem o acesso das pessoas aos cuidados de saúde.»

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20 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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