Contratação simplificada: Técnicos de diagnóstico e terapêutica também ficam de fora

por Teresa Mendes | 21.03.2019

TSDT dizem-se «discriminados por Marta Temido»
Não são só os médicos que se sentem discriminados por não serem contemplados no processo de contratação simplificada, que dispensa a autorização do Ministério das Finanças. Também os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (TSDT) lamentam estar «mais uma vez fora das medidas legislativas positivas».

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica defende que a agilização dos processos de contratação de profissionais de saúde «deveria incluir todas as classes profissionais sobre as mesmas diretrizes, pois só assim será possível combater as efetivas carências no SNS nesta matéria».

«Só é possível prestar um serviço de qualidade se estiverem à disposição das unidades hospitalares os recursos materiais e humanos suficientes para exercer a atividade com consistência e qualidade», reforça a nota à Imprensa, lembrando que «a falta de TSDT, uma classe que abrange 18 profissões, coloca em causa praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, entre outros».

Não são só os médicos que se sentem discriminados por não serem contemplados no processo de contratação simplificada, que dispensa a autorização do Ministério das Finanças. Também os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica lamentam estar «mais uma vez fora das medidas legislativas positivas»

«Não há qualquer sentimento de menor consideração por nenhum dos profissionais de saúde»

O recente despacho que permite a substituição de profissionais sem autorização das Finanças, e que deixa os médicos de fora, será precisamente um dos assuntos que a ministra da Saúde vai debater com a Ordem dos Médicos, que pediu uma reunião urgente com Marta Temido. 

A governante afirmou ontem, à margem da cerimónia que assinalou em Lisboa o Dia Mundial da Saúde Oral, que já chamou a Ordem para reunir, garantindo que não há qualquer desconsideração pela profissão.

«Como é obvio não há qualquer sentimento de menor consideração por nenhum dos profissionais de saúde que fazem o sistema de saúde português e garantidamente que isso não acontece em relação à profissão médica», declarou na ocasião. 

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21 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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