Infarmed aprova utilização de canábis para sete indicações terapêuticas

por Teresa Mendes | 21.03.2019

Espasticidade na EM e dor crónica entre as situações contempladas  
São sete as indicações terapêuticas para a utilização de medicamentos à base de canábis medicinal autorizadas pelo Infarmed, entre as quais a espasticidade associada à esclerose múltipla ou a dor crónica devida a doenças oncológicas.

A deliberação, publicada no portal da Autoridade Nacional do Medicamento, entrou em vigor desde o início de fevereiro.

A lista das indicações terapêuticas consideradas apropriadas para as preparações e substâncias à base da planta da canábis, assinada pelo conselho diretivo do Infarmed, são as seguintes: Espasticidade associada à esclerose múltipla (EM) ou lesões da espinal medula; Náuseas, vómitos (resultante da quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para hepatite C); Estimulação do apetite nos cuidados paliativos de doentes sujeitos a tratamentos oncológicos ou com SIDA; Dor crónica (associada a doenças oncológicas ou ao sistema nervoso, como por exemplo na dor neuropática causada por lesão de um nervo, dor do membro fantasma, nevralgia do trigémio ou após herpes zoster); Síndrome de Gilles de la Tourette; Epilepsia e tratamento de transtornos convulsivos graves na infância, tais como as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut e glaucoma resistente à terapêutica. 

São sete as indicações terapêuticas para a utilização de medicamentos à base de canábis medicinal autorizadas pelo Infarmed, entre as quais a espasticidade associada à esclerose múltipla ou a dor crónica devida a doenças oncológicas

O Infarmed salienta, no entanto, que esta lista deve ser «revista periodicamente em função da evolução do conhecimento técnico científico» e que as preparações e substâncias à base da planta de canábis devem ser utilizadas «apenas nos casos em que se determine que os tratamentos convencionais com medicamentos autorizados não estão a produzir os efeitos esperados ou provocam efeitos adversos relevantes». 

A deliberação está disponível aqui

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21 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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