O polémico uso de exames com radiação nas doenças coronárias 

por Teresa Mendes | 22.03.2019

1.ª reunião sobre ecocardiografia decorre no próximo dia 30, em Lisboa 
Numa altura em que a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares se reveste de maior importância, tendo em conta que estas são a primeira causa de morte na europa, a polémica com o uso da radiação ganha destaque, sendo um dos principais temas em debate na 1.ª reunião do Heart Center, do Hospital da Cruz Vermelha, no próximo dia 30 de março, no Museu do Oriente, em Lisboa.

Apesar das recomendações das sociedades científicas e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), que apontam para o uso preferencial de métodos complementares sem radiação, «não é essa a prática em Portugal e noutros países da Europa, onde o primeiro exame com imagem usado para estudo da doença coronária continua a ser a cintigrafia de perfusão miocárdica», alerta a organização da reunião, num comunicado. 

Segundo a nota à Imprensa, a reunião vai receber especialistas nacionais e internacionais «para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema, com ênfase na ecocardiografia de sobrecarga e nas suas aplicações na prática clínica».

A reunião vai receber especialistas nacionais e internacionais «para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema, com ênfase na ecocardiografia de sobrecarga e nas suas aplicações na prática clínica»

A organização destaca a presença de especialistas internacionais, nomeadamente Eugénio Picano, especialista italiano do Instituto de Fisiologia Clínica de Pisa, Itália, autor de mais de 250 artigos originais publicados em revistas científicas e pioneiro no uso da ecografia de sobrecarga, «que irá ajudar a ilustrar como estas técnicas podem revolucionar o tratamento dos doentes, com uma significativa redução da morbilidade e mortalidade», contrastando “com os exames que recorrem ao uso de radiação que, sempre que possível e em nome do interesse do doente, podem e devem ser substituídas».

«As várias técnicas complementares de diagnóstico em cardiologia têm sofrido um avanço extraordinário», explica Carlos Cotrim, responsável pelo laboratório de Ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa e um dos responsáveis da Comissão Organizadora do evento.

«A 1.ª reunião de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha, que ocorre num momento de viragem desta instituição, pretende sublinhar o papel chave que a ecocardiografia continua e certamente continuará a desempenhar na avaliação dos nossos doentes».

A reunião conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Cardiologia. 

O programa completo já disponível em www.researchhcv.com 

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22 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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