Ministra da Saúde manda averiguar denúncias sobre colonoscopias

por Teresa Mendes | 26.03.2019

SPG acusa hospitais de dar prioridade às colonoscopias preventivas
A ministra da Saúde, Marta Temido vai pedir à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) uma averiguação à denúncia da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) de que os hospitais públicos estão a dar prioridade às colonoscopias preventivas.

Segundo a edição de sábado do jornal Expresso, a SPG acusou os hospitais e institutos de oncologia públicos de estarem a colocar o lucro à frente da saúde dos pacientes, porque doentes que estão a aguardar exames ao colón e ao reto estão a ser ultrapassados por utentes que vão fazer colonoscopias de rastreio.

Esta segunda-feira, à margem de uma sessão no Instituto Português do Sangue e Transplantação, em Coimbra, a ministra da saúde disse que vai «determinar que a ERS faça uma apreciação dessa denúncia, porque é muito preocupante».

A governante frisou que é necessário «perceber se há ou não casos que suscitem esse comentário ou, se porventura, não tem fundo de verdade e não merece preocupação».

A ministra da Saúde, Marta Temido vai pedir à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) uma averiguação à denúncia da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) de que os hospitais públicos estão a dar prioridade às colonoscopias preventivas

«De qualquer forma, quando falamos de discriminação nos tratamentos em função de razões financeiras há, pelo menos, duas tipologias de considerações que se levantam, de natureza ética e deontológica, e essas têm como sede própria a Ordem dos Médicos, e depois considerações de avaliação ao nível dos direitos de acesso dos doentes, e essas também têm uma sede que é a ERS», sublinhou.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, referiu que «não é verdade que as colonoscopias de rastreio sejam pagas aos hospitais por um valor superior às realizadas na atividade normal».

«Esta afirmação revela uma completa ignorância sobre o financiamento dos hospitais, já que os exames em atividade normal não são faturáveis», lê-se no documento.

O responsável refere que, no programa de rastreio, «existe de facto um financiamento por doente, que foi criado para os hospitais poderem acomodar esta atividade extra».

19tm13h
26 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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