«Mais de 50% dos cuidados de saúde» prestados aos militares são realizados por tarefeiros

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 27.03.2019

SIM vai promover reuniões com associações militares
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denuncia que «tal como no Serviço Nacional de Saúde (SNS), os cuidados de saúde prestados aos militares e aos seus familiares têm-se degradado».

Num comunicado, a estrutura sindical estima que «mais de 50% dos cuidados de saúde já serão realizados por empresas prestadoras de serviços com os conhecidos problemas». 

Além disso, salienta que «as várias especialidades médicas e cirúrgicas têm tido menos consultas numa população mais idosa e cada vez mais doente e com um SNS com mais dificuldades».

Na nota à Imprensa, publicada esta segunda-feira, o SIM considera ser «fundamental contratar médicos civis para os hospitais da Forças Armadas e evitar que os que estão saiam por não terem qualquer perspetiva de carreira e serem necessários no SNS e no setor privado».

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denuncia que «tal como no Serviço Nacional de Saúde (SNS), os cuidados de saúde prestados aos militares e aos seus familiares têm-se degradado». Num comunicado, a estrutura sindical estima que «mais de 50% dos cuidados de saúde já serão realizados por empresas prestadoras de serviços com os conhecidos problemas»

A agravar esta situação, o sindicato informa que o acordo coletivo de empregador público obtido há um ano foi rasgado pelo Ministério da Defesa Nacional e substituído por «uma proposta inaceitável que, se avançasse, agravaria a grave situação», lê-se no comunicado.

A nota termina dizendo que «pela  terceira vez com o atual Ministro da Defesa Nacional» o SIM solicitou uma reunião, «que arrogantemente não merece qualquer resposta», acrescentando que voltaram a apelar ao Presidente da República e ao comandante supremo das Forças Armadas que «tenha a sensibilidade de olhar para este gravíssimo problema» e que irão «promover reuniões com associações de oficiais, sargentos e soldados para procurar soluções». 

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27 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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