Governo vai priorizar utentes que aguardam há mais de um ano por cirurgia

28.03.2019

Marta Temido ouvida na Comissão Parlamentar de Saúde 
Para fazer face ao aumento dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG), o Ministério da Saúde vai dar priorizar os utentes que aguardam há mais de um ano por consulta ou cirurgia com prioridade normal nos hospitais, apontando que sejam atendidos até final deste ano.
Para o efeito serão melhoradas as indicações clínicas destes pedidos.

«Pretendemos garantir que todos os que têm prioridade normal a esperam há mais de 12 meses tenham consulta ou cirurgia realizada até final do ano», afirmou a ministra da Saúde esta quarta-feira numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde.

Respondendo às questões de vários deputados a derrapagem dos TMRG, Marta Temido informou igualmente que o Governo definiu duas linhas de ação para dar resposta a estes casos (prioridade normal) em espera há mais de 12 meses: melhorar a referenciação com uma mais cuidada definição clínica e fazer reuniões mensais com cada hospital.

«Vamos dar prioridade aos pedidos de consulta dos cuidados primários para os hospitais que não foram concluídos para que estes doentes tenham a sua consulta ou cirurgia até final do ano», disse a governante, destacando que a melhor referenciação destes doentes vai incidir sobre os aspetos clínicos.

«Pretendemos garantir que todos os que têm prioridade normal a esperam há mais de 12 meses tenham consulta ou cirurgia realizada até final do ano», afirmou a ministra da Saúde esta quarta-feira numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde 

Em resposta ao CDS, que considerou que a solução apresentada pelo Governo não configura um «cenário animador», a ministra justificou que representa um avanço em relação ao que tem sido feito até agora.

A governante reconheceu que o incumprimento dos TMRG põe em causa «os direitos dos doentes e a expectativa e confiança no sistema», mas disse não considerar que este incumprimento signifique «o colapso do sistema».

«Obviamente que o incumprimento dos TMRG constitui uma preocupação, porque põe em causa o que são direitos dos doentes e as expectativas e confiança no sistema, (…) mas não vemos que signifique o colapso do sistema, como se pretende por vezes associar», afirmou. 

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28 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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