Saldo do SNS atinge valor positivo de 34,4 milhões de euros em fevereiro

por Teresa Mendes | 28.03.2019

Pagamentos em atraso dos hospitais EPE diminui 
Em fevereiro, o saldo do SNS atingiu o valor positivo de 34,4 milhões de euros, representando uma melhoria de 38,6 milhões de euros face ao período homólogo, o que traduz um aumento de 6,2% da receita, superior em 2,6% ao da despesa.

Contudo, como salienta a execução orçamental da Direção-Geral do Orçamento (DGO), «o aumento da receita provém das transferências do Orçamento do Estado».

No seu relatório de fevereiro, a DGO destaca que a despesa aumentou 3,6% face ao período homologo, isto é, 55,3 milhões de euros, refletindo o «aumento de 6% das despesas com pessoal (+39,3 milhões de euros) e de 1,9% dos fornecimentos e serviços externos (+15,8 milhões de euros), onde se destacam os produtos vendidos em farmácias (5%, 11 milhões de euros) e o material de consumo clínico (10,7%, 6,8 milhões de euros)». 

Em fevereiro, o saldo do SNS atingiu o valor positivo de 34,4 milhões de euros, representando uma melhoria de 38,6 milhões de euros face ao período homólogo, o que traduz um aumento de 6,2% da receita, superior em 2,6% ao da despesa. Contudo, como salienta a execução orçamental DGO, «o aumento da receita provém das transferências do Orçamento do Estado»

Quanto à variação positiva na receita, esta resultou, como já referido, das transferências do OE (6,8%, 95,5 milhões de euros).

«Teremos que esperar para ver o que sucede»

Relativamente aos pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 738 milhões de euros, representando uma diminuição de 528 milhões de euros relativamente ao período homólogo e de 4 milhões de euros face ao final do mês anterior.

Para esta evolução contribuíram sobretudo os Hospitais EPE, que registaram «uma redução de 504 milhões de euros face a igual período do ano anterior, e de 10 milhões de euros face ao final do mês anterior», destaca o relatório.

Esta ligeira redução de 10 milhões é, para o economista da saúde, Pedro Pita Barros, «naturalmente melhor que mais um aumento da dívida».

No entanto, para o especialista «ainda não pode ser considerado uma mudança de regime», pois «também noutros momentos houve pausas no crescimento da dívida dos EPE para depois, nos meses seguintes voltar a crescer rapidamente (recuperando em pouco tempo para o ritmo histórico)», salienta num post publicado esta quarta-feira no seu blog «Momentos económicos e não só», concluindo que «teremos que mais uma vez esperar para ver o que sucede».

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28 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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