Tutela estuda o impacto do absentismo no SNS

por Teresa Mendes | 28.03.2019

Faltas por doença estão no topo dos motivos
O Ministério da Saúde está a estudar o absentismo, a sua caraterização e qual o seu impacto económico nas instituições do Serviço Nacional da Saúde (SNS), anunciou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

Ouvida na Comissão Parlamentar de Saúde, a governante avançou aos deputados que está «neste momento em curso o desenvolvimento de um estudo sobre o absentismo no SNS», lembrando que as faltas dadas pelos profissionais de saúde totalizaram quase 3,8 milhões de dias em 2017, mais 2,4% do que no ano anterior, a maioria devido a doença (46,3%).

De acordo com Marta Temido, as ausências ao trabalho em 2017 corresponderam a uma taxa de absentismo geral de 11%, superior à média registada nos outros organismos da Administração Pública que é de cerca de 4%.

Entre 2014 e 2017, o número total de dias de ausências no Ministério da Saúde aumentou 24%, referiu Marta Temido.

«Neste contexto, decidimos determinar a elaboração de um estudo sobre o absentismo e o seu impacto nas instituições do SNS.
O nosso objetivo é aprofundar a caracterização do absentismo e identificar o absentismo evitável, considerando em especial o absentismo por doença e por acidente em serviço, o que nos deverá preocupar especialmente num setor como o nosso», destacou a ministra.

O Ministério da Saúde está a estudar o absentismo, a sua caraterização e qual o seu impacto económico nas instituições do Serviço Nacional da Saúde (SNS), anunciou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido 

O estudo tem também como objetivo calcular o impacto económico do absentismo, identificá-lo por instituição e por tipo de absentismo, acrescentou a governante.

De acordo com dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde analisados pela agência Lusa e confirmados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), as ausências ao trabalho voltaram a subir em 2018, passando para o equivalente a mais de quatro milhões de dias perdidos.

No topo destas ausências estão as faltas por doença, que voltaram a aumentar em 2018, para um total que está acima de 1,8 milhões de dias perdidos, pelo menos mais 100 mil dias do que o registado em 2017.

As faltas ao trabalho no SNS por motivo de greve voltaram a disparar em 2018, para mais de 180 mil dias de trabalho perdidos, depois de já em 2017 as ausências por motivo de greve terem subido mais de 70%.

As greves totalizaram o equivalente a 181.238 dias de trabalho no setor público da saúde no ano passado, pelo menos mais 60 mil dias do que o verificado no ano anterior, segundo os dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde.

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28 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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