Sindicatos ameaçam quebrar postura de «paz social»

por Teresa Mendes | 28.03.2019

A «insatisfação» está a aumentar entre os médicos 
Reunidos esta quarta-feira numa cimeira para análise detalhada do relacionamento com o Ministério da Saúde, os sindicatos médicos lamentaram «a atitude governamental e o mais baixo investimento de sempre no SNS».

O aumento da «insatisfação» ameaça fazer perder a «paciência» e mudar a postura até agora de «manutenção da paz social», alerta um comunicado conjunto. 

«É fundamental que o Governo concretize na prática as declarações de intenções e que não acicate com declarações espúrias na Comunicação Social essa insatisfação, empurrando os médicos para medidas gravosas e perturbadoras da paz social que todos queremos evitar», lê-se na nota divulgada.

Um ano após ter sido realizada uma greve nacional, a paralisação volta a pairar no ar, pois caso não ocorra um efetivo desenvolvimento das negociações na próxima reunião marcada para o dia 3 de abril, os sindicatos advertem que podem ser «obrigados a reequacionar a sua disponibilidade para a postura de manutenção da paz social».

«É fundamental que o Governo concretize na prática as declarações de intenções e que não acicate com declarações espúrias na Comunicação Social essa insatisfação, empurrando os médicos para medidas gravosas e perturbadoras da paz social que todos queremos evitar», alertam os sindicatos 

De acordo com o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos é urgente constituir os grupos de trabalho já acordados para discutir os vários assuntos e privilegiar a constituição de mesas negociais, nomeadamente para a negociação da carreira Médica e nova grelha salarial; do Estatuto de Desgaste Rápido e Risco e Penosidade acrescidos para o trabalhador médico; da revisão da regulamentação dos concursos de provimento e mobilidade; dos Centros de Responsabilidade Integrados; das equipas dedicadas para o Serviço de Urgência e da revisão do Regime do Internato Médico.

Segundo as duas estruturas sindicais é ainda «fundamental a revitalização e reconhecimento do papel do médico, nomeadamente com a aprovação da Lei do Acto Médico proposta pela Ordem dos Médicos».

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28 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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