Governo falha na promessa de dar médico de família a todos os portugueses

por Teresa Mendes | 29.03.2019

Ministra assume que a meta não vai poder ser cumprida 
A ministra da Saúde reconheceu, na Assembleia da República, que não deverá ser possível cumprir a meta do Governo de ter todos os portugueses com médico de família atribuído até ao final da legislatura. 

Esta quarta-feira, no final da audição da Comissão Parlamentar de Saúde (CPS), Marta Temido afirmou aos jornalistas que, para cumprir esse objetivo, era necessário que todos os inscritos para exame final de especialidade de medicina geral e familiar ficassem retidos no Serviço Nacional de Saúde e ainda que não houvesse aposentações de médicos.

«São duas circunstâncias que provavelmente não se concretizarão, mas estamos cada vez mais próximos da meta que fixámos (…). A meta de 100% de cobertura poderá não se conseguir realizar até ao fim da legislatura», observou a governante.

Dados oficiais apontam para que ainda haja perto de 600 mil portugueses sem médico de família.
Segundo números apresentados hoje por deputados do PSD, o anterior Governo conseguiu passar de 1,8 milhões de portugueses sem médico de família atribuído para um milhão, sendo este o número de utentes sem médico no início da atual legislatura.

Contudo, Marta Temido recordou ao PSD que a atribuição de médicos de família a mais portugueses durante o anterior Governo se deveu em grande medida ao aumento dos utentes nas listas de cada médico, passando de 1550 para cerca de 1900.

A ministra da Saúde reconheceu que não deverá ser possível cumprir a meta do Governo de ter todos os portugueses com médico de família atribuído até ao final da legislatura 

Sobre os concursos médicos que ficam com vagas por preencher, a ministra revelou ainda que há profissionais que preferem a modalidade de contratos de prestação de serviço.

Anunciado programa de investimentos de 90 milhões de euros O Governo aprovou esta quinta-feira, no Conselho de Ministros (CM), um «programa de investimentos» para a saúde de cerca de 90 milhões de euros.

Essa informação tinha já sido divulgada na CPS pela ministra, que explicou aos deputados que este programa vai servir, por exemplo, para remodelar a urgência do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu e para equipar com aceleradores lineares o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo.

O comunicado do CM pode ser consultado aqui
 
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29 de Março de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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