Governo cria Comissão para avaliar administradores hospitalares

por Teresa Mendes | 04.04.2019

Profissionais estavam à espera há sete anos pela avaliação da carreira 
Após sete anos à espera de serem avaliados, os administradores hospitalares deverão estar agora perto de serem finalmente sujeitos ao «crivo» de uma comissão de avaliação, que já está definida pelo Governo. A equipa nomeada tem um ano para realizar essa tarefa.

De acordo com o Aviso, publicado hoje no Diário da República pela Administração Central do Sistema de Saúde, fazem parte desta Comissão três elementos: O licenciado em Direito e mestre em Administração Hospitalar, Delfim Pereira Neto Rodrigues, atual responsável pela implementação e dinamização das Unidades de Hospitalização Domiciliária nos estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde e ex-administrador hospitalar; o licenciado em Economia, pós-graduado em Administração hospitalar e ex-presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, João Manuel Alves da Silveira Ribeiro; e a licenciada em economia e ex-presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, Maria Joaquina Rodrigues Sobral de Matos.

O diploma (https://dre.pt/application/file/a/121986525) estabelece que esta Comissão de avaliação tem um mandato de um ano, não renovável, que já começou a contar a partir de 31 de janeiro de 2019.

O atual responsável pela implementação e dinamização das Unidades de Hospitalização Domiciliária do Serviço Nacional de Saúde e ex-administrador hospitalar, Delfim Neto Rodrigues, é um dos elementos da Comissão nomeada pelo Governo para avaliar os administradores hospitalares 

Avaliação prevista desde 2012 inclui penalizações Recorde-se a criação de uma comissão para avaliar estes profissionais estava prevista no estatuto do gestor público desde 2012, tendo como objetivo avaliar parâmetros como a qualidade assistencial, a satisfação dos utentes e dos profissionais e indicadores de natureza financeira.

Na lei, estão previstas, por exemplo, penalizações se não forem cumpridos 60% dos objetivos programados, o que pode mesmo levar à destituição dos administradores.
Já se a avaliação for positiva, será atribuída maior autonomia ao hospital em causa para, entre outros aspetos, recrutar trabalhadores e realizar investimentos.
 
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04 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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