Modelo tem com base o acompanhamento digital do utente doentes de Braga

por Teresa Mendes | foto de "DR" https://www.med.uminho.pt | 08.04.2019

Modelo tem com base o acompanhamento digital do utente 
O comissário europeu Carlos Moedas inaugurou, esta segunda-feira, o Centro de Medicina Digital P5, na Universidade do Minho, em Braga, que vai testar um novo modelo de cuidados de saúde, com base no acompanhamento digital do utente.

O projeto-piloto vai abranger, numa primeira fase, 15 mil utentes e três unidades de saúde familiar (USF) do distrito de Braga.

Esta experiência, que resulta de uma parceria entre a Escola de Medicina da Universidade do Minho e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, deverá depois ser generalizada a todo o território nacional.

O projeto alicerça-se na «criação de pontes entre os diferentes níveis de cuidados, promovendo a autonomia do doente na gestão da sua saúde num ambiente de grande proximidade», pode ler-se num comunicado publicado no site da Universidade do Minho, acrescentando que «no período entre as consultas médicas e de enfermagem, o doente permanece acompanhado pelo sistema, recebendo e enviando informação útil para o Centro de Medicina Digital P5».
 
Essa informação servirá para o desenvolvimento de planos personalizados de intervenção que, depois de validados pelas equipas das Unidades de Saúde Familiar (USF), serão promovidos pela equipa do P5 junto do utente.

Segundo os autores do projeto, «este modelo permitirá aos utentes adotarem estilos de vida mais saudáveis, prevenir situações de doença, detetar precocemente doenças já estabelecidas e reduzir a ocorrência de complicações graves como, por exemplo, um enfarte cardíaco ou um AVC», sendo a proximidade entre doente e serviços de saúde «um pilar fundamental do projeto». 

O projeto alicerça-se na «criação de pontes entre os diferentes níveis de cuidados, promovendo a autonomia do doente na gestão da sua saúde num ambiente de grande proximidade»

A doença crónica é o foco no arranque do P5, tendo a equipa (formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais) definido a diabetes mellitus e a hipertensão arterial como doenças-alvo para acompanhamento.
Estas duas doenças afetam, no seu conjunto, cerca de três milhões de pessoas em Portugal. 

O P5 contará, numa primeira fase, com três USF piloto - USF Manuel Rocha Peixoto (Braga), USF S. Miguel-o-Anjo (Vila Nova de Famalicão) e USF Saúde Oeste (Sequeira, Braga) -, onde será feito o acompanhamento personalizado aos utentes que tenham diabetes ou hipertensão arterial, monitorizando e controlando de forma mais eficaz estas doenças e, por conseguinte, conquistando melhores resultados para a saúde de cada um dos pacientes envolvidos.

«O uso de recursos digitais permitirá, em pouco tempo, alargar o campo de intervenção do P5 e multiplicar os benefícios de uma intervenção personalizada e em proximidade que pode ser realizada à distância e expandida para todo o território nacional», destaca a nota à Imprensa
 
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08 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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