ARS vão definir quais as especialidades necessárias nas Urgências Metropolitanas

por Teresa Mendes | 11.04.2019

Tutela defende aposta na «solidariedade e responsabilidade dos hospitais» 
O Ministério da Saúde incumbiu as Administrações Regionais de Saúde (ARS) de definir as especialidades médicas e cirúrgicas necessárias à prestação de cuidados e serviços de saúde nas Urgências Metropolitanas (UM), os locais de funcionamento e respetivos recursos humanos.

O objetivo é responder às «dificuldades crescentes» na oferta permanente destes cuidados.

Um despacho, publicado esta quarta-feira no Diário da República, justifica a medida, alegando que os hospitais e centros hospitalares das diferentes áreas metropolitanas com responsabilidade de manutenção de urgências «enfrentam dificuldades crescentes na manutenção de uma oferta permanente de apoio aos utentes da sua área de influência».

Desta forma, as ARS ficam incumbidas de celebrar protocolos com as instituições hospitalares que prevejam, nomeadamente, a existência de um órgão de coordenação e acompanhamento, o modo de afetação dos recursos humanos médicos, bem como a forma de constituição das equipas e rotação.
 
O diploma, assinado pela secretária de Estado, Raquel Duarte, diz ainda que ao longo dos anos o modelo de UM, que remonta aos anos 90, tem evoluído e, por essa razão, é necessário «introduzir ajustamentos, com base nos recursos humanos atualmente disponíveis e nas diversas experiências de UM que foram sendo implementadas».

O Ministério da Saúde incumbiu as ARS de definir as especialidades médicas e cirúrgicas necessárias à prestação de cuidados e serviços de saúde nas Urgências Metropolitanas, os locais de funcionamento e respetivos recursos humanos 

«Importa definir e fazer participar todas as instituições hospitalares das áreas Metropolitanas, na organização da resposta de especialidades médicas e cirúrgicas e na prestação de cuidados das mesmas durante o período de atendimento urgente noturno, das 20h às 08h, todos os dias da semana», salienta a Tutela, que contará ainda com a «solidariedade, complementaridade e responsabilidade dos hospitais, com vista a assegurar uma resposta de qualidade dos serviços de saúde aos doentes das diversas regiões do País».
 
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11 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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