Identificação de bebés de risco para vacinação com BCG será feita nas maternidades

por Teresa Mendes | 17.04.2019

Será aplicado «questionário seletivo», anunciou a diretora-geral da Saúde
A identificação de crianças de risco para serem vacinadas com a BCG vai ser feita nas maternidades, uma medida que surge na sequência do «ligeiro aumento» de casos de tuberculose em crianças, anunciou esta terça-feira a diretora-geral da Saúde, aos deputados, numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde.

Segundo a responsável, a estratégia de vacinação que foi alterada em 2016, e que passou a integrar apenas as crianças pertencentes a grupos de risco, vai mudar agora a sua operacionalização, com as crianças a serem captadas nas maternidades, através da aplicação de «um questionário seletivo».

Com esta medida, será possível «encontrar todos os meninos que quando nascem já têm o risco, mas sem perder de vista que este questionário tem de ser repetido ao longo da vida destes meninos em todos os contactos com os serviços de saúde até aos seis anos», informou Graça Freitas.

A identificação de crianças de risco para serem vacinadas com a BCG vai ser feita nas maternidades, uma medida que surge na sequência do «ligeiro aumento» de casos de tuberculose em crianças, disse esta terça-feira a diretora-geral da Saúde, aos deputados numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde

«Como nós aprendemos com as coisas e como houve um ligeiro aumento de casos de tuberculose na infância temos que refazer essa estratégia», disse a diretora-geral da Saúde, acrescentando que vai ser também encetada «uma nova luta» para ter vacinas BCG, que desta vez vêm da Dinamarca.

«Todo a gente tem direito a vacinas com altos padrões de qualidade e isso está a criar nos próximos cinco anos dificuldades de disponibilidade de vacinas em todo o mundo», afirmou a responsável.

Por exemplo, no ano passado para ter a BCG em Portugal foi preciso importá-la do Japão e desta vez será da Dinamarca.

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17 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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