SIM pondera convocar greve dos médicos do Instituto Nacional de Medicina Legal

por Teresa Mendes | foto de "DR" https://www.simedicos.pt | 23.04.2019

Sindicato diz não ter sido ouvido
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) pondera o «endurecimento das formas de luta», nomeadamente «a possibilidade de greve» dos profissionais do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF).
Em causa a alteração ao funcionamento das perícias médico-legais sem que o sindicato tenha sido ouvido.

Recorde-se que o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma proposta de lei que permite ao INMLCF a realização de autópsias aos fins de semana e feriados com o objetivo de «melhorar a capacidade e eficiência da resposta pericial por parte do instituto».

Num comunicado, o SIM lembra que esta proposta acontece um ano após os sindicatos terem concordado no acordo coletivo de empregador público (ACEP) no INMLCF, aguardando que a mesma «contemple o que foi acordado e que o Parlamento não se esqueça de consultar os sindicatos a bem da contratação coletiva e da legislação».

Na mesma nota à Imprensa, aquela estrutura sindical salienta que «o atraso na entrada em vigor do ACEP está a agravar a profunda crise que o INMLCF atravessa».

O Sindicato Independente dos Médicos pondera o «endurecimento das formas de luta», nomeadamente «a possibilidade de greve» dos profissionais do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. Em causa a alteração ao funcionamento das perícias médico-legais sem que o sindicato tenha sido ouvido

«A falta de investimento nas infraestruturas físicas, falta de concursos regulares, a escassez de profissionais médicos (com inerente necessidade de recurso a peritos com contrato em regime de avença) e os problemas crónicos verificados na progressão na carreira médica levam a que a própria capacidade formativa e de sustentabilidade a médio e a longo prazo desta especialidade estejam em risco», sublinha o comunicado.

O SIM reforça ainda que «a ministra da Justiça se recusa a receber os sindicatos para resolver esta situação» e que perante estes acontecimentos, «irá reunir com a Fnam para decidir o endurecimento das formas de luta nomeadamente a possibilidade de greve».

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23 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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