«Suspeição intolerável» 

por Teresa Mendes | 24.04.2019

Marta Temido responde ao bastonário da OM
 A ministra da Saúde, Marta Temido, considera uma «suspeição intolerável» do bastonário da Ordem dos Médicos (OM) dar a entender que houve eliminação de doentes das listas de espera para consultas ou cirurgias e que foram usados mecanismos para mascarar os números. 

Em entrevista, esta terça-feira, à agência Lusa, a propósito do relatório conhecido na semana passada sobre os sistemas de gestão das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a governante repudiou «veementemente» que tenha havido doentes apagados ou eliminados das listas de espera «com uma intenção fraudulenta».

Recorde-se que o relatório de um grupo técnico independente criado pelo Governo, divulgado na semana passada, coordenado pelo bastonário da OM, concluiu que a Administração Central do Sistema de Saúde «limpou» doentes das listas de espera para consultas, numa altura em que era presidida pela atual ministra. 

«A palavra eliminar parece fazer deduzir que os doentes foram apagados com uma intenção fraudulenta e é isso que se repudia veementemente», reforçou a ministra da Saúde.

Marta Temido rejeita qualquer manipulação de dados e «muito menos» que se tenha feito qualquer trabalho «com intenção» de mascarar os números. «O objetivo foi sempre ter informação mais fiável a partir de instrumentos que não foram pensados na origem para dar informação do tipo que nós hoje queremos extrair deles», indicou.

Para a ministra, o relatório que analisou os sistemas de gestão das listas de espera entre 2014 e 2016 «enferma do vício, até de linguagem, que é de classificar como limpeza, num sentido pejorativo, aquilo que são trabalhos administrativos de revisão das listas de utentes em termos de acesso».

A ministra da Saúde, Marta Temido, considera uma «suspeição intolerável» do bastonário da Ordem dos Médicos dar a entender que houve eliminação de doentes das listas de espera para consultas ou cirurgias e que foram usados mecanismos para mascarar os números

Segundo a dirigente, o que se fez nas listas de espera foi a correção de erros e a afinação de informação para obter uma maior fiabilidade dos dados, que não era possível ser feita informaticamente.

Marta Temido respondeu ainda ao bastonário da OM, Miguel Guimarães, que lamentou na semana passada que nunca se tivesse esclarecido a situação dos mais de 2600 doentes que morreram enquanto aguardavam uma cirurgia.

«Setenta por cento correspondiam a situações que estavam dentro do tempo máximo de resposta garantido [para cirurgia].

E desses 2605 doentes mais de metade tinham uma patologia do tipo oftalmologia, ortopedia, hérnias, ou seja, situações que correspondiam a necessidade de cirurgias, mas que relativamente às quais exorbitar qualquer relação entre o motivo em que estavam em lista de espera e o óbito será uma situação sem cabimento», esclareceu a governante.

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24 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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