Pneumonia: Mais de 50% dos doentes de risco não são aconselhados a vacinar-se

por Teresa Mendes | 24.04.2019

DGS admite alargar vacina contra a pneumonia
A pneumonia mata, em média, 23 pessoas por dia nos hospitais portugueses, mais do dobro da média europeia.
Apesar deste número alarmante, 55% dos doentes adultos com risco acrescido de contrair a doença não são aconselhados pelo médico de família a vacinar-se.

Esta é a conclusão de um estudo do Movimento Doentes Pela Vacinação (MOVA) «Perceções sobre Vacinação», divulgado hoje pela TSF, numa altura em que decorre a Semana Europeia da Vacinação.

Isabel Saraiva, fundadora do MOVA e presidente da Fundação Europeia do Pulmão, admite que os dados são «preocupantes» e aconselha os clínicos a estarem «ainda mais atentos às condições de saúde dos doentes que assistem e acompanham, apostando na prevenção».

A especialista considera que «é preciso informar e semear conhecimento» entre os profissionais de saúde, mas também entre a população em geral para combater os mitos sobre a vacinação. «Muitas vezes as pessoas pensam que as vacinas são matéria de infância e juventude e que a partir da idade adulta não há tanta necessidade de vacinas.

Por outro lado, as pessoas sabem que a pneumonia é uma doença grave e mortal, mas não passa disso. Há um desfasamento entre o conhecimento que as pessoas dizem ter da doença e o passo que têm que dar para evitá-la», alerta a responsável.

O estudo do MOVA, ao qual a TSF teve acesso, revela ainda que menos de metade dos adultos fala de vacinas quando vai ao médico e que 66% desconhece a existência da vacina para a pneumonia.

A pneumonia mata, em média, 23 pessoas por dia nos hospitais portugueses, mais do dobro da média europeia. Apesar deste número alarmante, 55% dos doentes adultos com risco acrescido de contrair a doença não são aconselhados pelo médico de família a vacinar-se 

«A taxa de mortalidade por pneumonia em Portugal é o dobro da taxa de mortalidade da União Europeia. Estamos certos de que uma maior cobertura de vacinação será muito importante para as doenças crónicas, grupos de risco e para as pessoas acima dos 65 anos», acrescenta a fundadora do MOVA.

Ontem, numa entrevista ao Público, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu que está a ser estudada a hipótese de alargar a vacina a todas as pessoas acima dos 65 anos, algo há muito pedido pelos pneumologistas.

Recorde-se que atualmente a vacina só faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) para crianças e adultos que integram grupos de risco.

O estudo do MOVA contou com a participação de 661 inquiridos, maiores de 18 anos, residentes em Portugal, e decorreu entre 25 de março e 16 de abril de 2019.

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24 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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