Criadas consultas específicas para pessoas em luto prologado

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 26.04.2019

Experiências-piloto vão decorrer em cinco unidades hospitalares
O Governo vai iniciar cinco experiências-piloto de consultas para as pessoas que necessitam de apoio devido a luto prolongado.

Estas já estavam previstas desde março de 2018, mas uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgada esta terça-feira, vem agora determinar a operacionalização do Modelo de Intervenção Diferenciada no Luto Prolongado em Adultos.

As consultas de apoio vão decorrer nos centros hospitalares e universitários de São João, de Coimbra, de Lisboa Norte, do Algarve e na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.

De acordo com a norma da DGS, estes hospitais devem cumprir requisitos específicos, tais como seis a oito consultas no mínimo por semana, devendo a equipa ser constituída, no mínimo, por um psiquiatra e um psicólogo (em tempo parcial e/ou completo) e outros profissionais que se considerem fundamentais, como sejam enfermeiros e técnicos superiores na área do serviço social.
 
O Governo vai iniciar cinco experiências-piloto de consultas para as pessoas que necessitam de apoio devido a luto prolongado. Estas já estavam previstas desde março de 2018, mas uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgada esta terça-feira, vem agora determinar a operacionalização do Modelo de Intervenção Diferenciada no Luto Prolongado em Adultos 

O documento determina ainda que os profissionais que integram a consulta de luto «têm de possuir formação diferenciada em luto, bem como experiência profissional na prestação de cuidados em situações de luto prolongado» e que as unidades-piloto devem «desenvolver ações de formação ou pequenas sessões que permitam aprofundar o conhecimento e as atitudes de outros profissionais que lidam com pessoas em situações de luto na sua atividade profissional». 

Questionário de avaliação de risco no luto

A seleção das pessoas que necessitam apoio será feita através da aplicação de um questionário de avaliação de risco no luto, no qual se considera a presença de risco de perturbação de luto prolongado.
 
Na anamnese, «o profissional de saúde deve identificar os fatores de risco de perturbação de luto prolongado, junto dos respetivos familiares, perante situações de morte ou de morte iminente, com o auxílio de uma checklist de fatores de risco perturbação de luto prolongado», lê-se na norma  

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26 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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