OM avança com auditoria ao processo de atribuição de capacidades formativas

por Teresa Mendes | 29.04.2019

Ordem está preocupada com as condições proporcionadas pelo SNS 
A Ordem dos Médicos (OM) decidiu avançar com uma auditoria externa e independente para avaliar o processo de atribuição de capacidades formativas para a formação especializada de jovens médicos.
O organismo justifica a decisão com a «preocupação com as condições proporcionadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), com médicos a ficarem sem acesso a uma vaga de especialidade».

«Perante o agravamento do desinvestimento no SNS, o preocupante desinteresse do Ministério e tendo em conta vários relatos e queixas de especialistas e de jovens médicos sobre as difíceis condições em que exercem o seu trabalho e a sua formação, a Ordem não podia esperar mais e iniciou o procedimento de concurso aberto para a contratação de uma empresa idónea e independente para realizar uma auditoria», lê-se num comunicado, divulgado hoje pela OM.

A Ordem dos Médicos decidiu avançar com uma auditoria externa e independente para avaliar o processo de atribuição de capacidades formativas para a formação especializada de jovens médicos. 
O organismo justifica a decisão com a «preocupação com as condições proporcionadas pelo SNS, com médicos a ficarem sem acesso a uma vaga de especialidade» 

A auditoria deve identificar e analisar o processo de atribuição de idoneidades e capacidades formativas, bem como os «constrangimentos existentes ao nível dos hospitais e centros de saúde que possam ter impacto» na formação de médicos.

O objetivo final é «melhorar todo o processo» de atribuição de idoneidade e capacidade formativa, «no sentido de continuar a garantir a elevada qualidade de formação e disponibilizar todas as capacidades formativas existentes nas várias unidades de saúde que assegurem internatos de qualidade inquestionável», sublinha a nota à Imprensa.

A OM considera que não se pode permitir que a «qualidade e excelência» da formação médica em Portugal «seja colocada em risco», seja por uma eventual quebra de qualidade, seja porque vários médicos ficam sem acesso a uma especialidade.

Recorde-se que há cerca de dois anos a OM tinha já proposto una auditoria externa e independente ao Ministério da Saúde. Contudo, nunca chegou a avançar.

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29 de Abril de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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