Mais de 2000 produtos alimentares com menos sal, açúcar e ácidos gordos

03.05.2019

Ministério da Saúde assina protocolos com sete associações 
Até 2022, mais de 2000 produtos alimentares, entre batatas-fritas, refrigerantes, cereais de pequeno almoço e leites com chocolate vão passar a conter menos açúcar, sal e ácidos gordos.
Para o efeito, o Ministério da Saúde assinou esta quinta-feira, em Lisboa, um protocolo com sete associações da indústria alimentar e distribuição.

Segundo uma nota publicada no Portal do SNS, os acordos preveem uma redução de 10% no teor de açúcar dos cereais de pequeno almoço, iogurtes, leites fermentados, leite com chocolate e refrigerantes e uma redução de 7% para os néctares de fruta.

«Pretende-se que as pessoas tenham acesso a alimentos saudáveis de uma forma mais facilitada», afirmou em declarações à Lusa a Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, explicando que os alimentos a reformular foram selecionados através dos inquéritos alimentares nacionais e com a Comissão Europeia.

Até 2022, mais de 2000 produtos alimentares, entre batatas-fritas, refrigerantes, cereais de pequeno almoço e leites com chocolate vão passar a conter menos açúcar, sal e ácidos gordos. Para o efeito, o Ministério da Saúde assinou um protocolo com sete associações da indústria alimentar e distribuição

Raquel Duarte adiantou igualmente que foram identificados «não só os alimentos que mais contribuem para a ingestão de açúcar, sal e ácidos gordos, mas também os que eram maioritariamente consumidos pelos grupos mais vulneráveis como crianças e adolescentes».

A secretária de Estado da Saúde acrescentou que a redução no teor de sal, que abrange batatas fritas e outros snacks, pão, cereais de pequeno almoço, sopas prontas, refeições prontas e pizzas, atinge os 10%, mas há valores específicos: «No sal pretende-se atingir um grama de sal por 100 gramas de pão e nos cereais de pequeno almoço os 10% de redução.»

A redução dos teores de ácidos gordos trans abrange as gorduras industriais utilizadas para o fabrico de produtos alimentares.

Os protocolos incluem a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e associações nacionais da indústria de laticínios, de comerciantes de produtos alimentares, a associação portuguesa de produtores de cereais, de óleos alimentares, margarinas e derivados, entre outras. 

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03 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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