Risco de transmissão do HIV quando a carga viral é suprimida é zero

por Teresa Mendes | 06.05.2019

Estudo publicado na revista The Lancet
 Os resultados de um estudo da University College London, publicados esta sexta-feira na revista The Lancet, concluem que é possível impedir a transmissão do vírus da sida em relações sexuais desprotegidas.

«Risk of HIV transmission through condomless sex in serodifferent gay couples with the HIV-positive partner taking suppressive antiretroviral therapy (PARTNER): final results of a multicentre, prospective, observational study» é o título da investigação liderada por Alison Rodger, que considera, numa notícia publicada no site da University College London, que com este estudo a questão da transmissão do HIV «fica arrumada».

«Os nossos achados fornecem evidências conclusivas de que o risco de transmissão do HIV através do sexo anal quando a carga viral do HIV é suprimida é efetivamente zero», conclui a investigação que analisou cerca de 1000 casais homossexuais, com relações desprotegidas, em que um dos parceiros é seropositivo, mas cuja carga viral é indetetável, graças aos medicamentos antirretrovirais. 

«Estes resultados permitem que cheguemos à conclusão de que o mesmo acontece no caso de casais heterossexuais e indicam que o risco de transmissão do HIV quando a carga viral do HIV é suprimida é efetivamente zero para o sexo anal e vaginal», destaca o estudo.

Nos oito anos em que a investigação foi desenvolvida, não houve nenhum caso de transmissão de VIH entre os casais, garantem ainda os autores.

«Os nossos achados fornecem evidências conclusivas de que o risco de transmissão do HIV através do sexo anal quando a carga viral do HIV é suprimida é efetivamente zero», conclui a investigação que analisou cerca de 1000 casais homossexuais, com relações desprotegidas, em que um dos parceiros é seropositivo, mas cuja carga viral é indetetável 

Apesar de quinze participantes terem contraído o vírus durante este período, a análise genética revelou que ele não era do mesmo tipo que o do parceiro e, portanto, a transmissão ocorreu quando estes homens tiveram relações com outros homens que não estavam a ser sujeitos ao tratamento antirretroviral.

Os autores ressalvam, no entanto, que a maioria dos participantes seropositivos tomava medicação antirretroviral há vários anos e, portanto, tinha «dados limitados sobre o risco de transmissão durante os primeiros meses da terapia antirretroviral».

O estudo pode ser lido, na íntegra, aqui

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06 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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