OM quer saber, em detalhe, quais as causas para o aumento da mortalidade infantil

11.05.2019

Mortalidade infantil atingiu o valor mais alto dos últimos cinco anos 
O presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos (OM), Jorge Amil Dias, considera que que é preciso aprofundar as causas para o aumento da mortalidade infantil em 2018 - o valor mais alto dos últimos cinco anos -, analisando caso a caso.

No ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), morreram 281 crianças com menos de um ano, menos oito casos em relação ao que foi avançado provisoriamente pela Direção Geral da Saúde (DGS) no início do ano.

De qualquer forma, 2018 registou a maior taxa de mortalidade infantil dos últimos cinco anos.

Em declarações esta sexta-feira, à TSF, Jorge Amil Dias diz que não há razão para alarme, mas defende que é preciso compreender este aumento com rigor: «Há efetivamente uma pequena variação em relação aos números anteriores e faz todo o sentido que haja uma análise dessa variação, ver se há medidas a tomar.»

Recorde-se que o pediatra foi um dos consultores do grupo de trabalho criado pela DGS, em janeiro, para estudar a mortalidade infantil.
Dois meses depois, a Diretora-geral, Graça Freitas, revelou no Parlamento que os peritos não encontraram causas concretas que justifiquem o aumento, mas considerou que as condições socioeconómicas podem estar a ter consequências na saúde das mães e dos recém-nascidos.

«Falando em cerca de 280 casos é viável, individualmente, ter um panorama do que aconteceu», defende Jorge Amil Dias 

«Falando em cerca de 280 casos é viável, individualmente, ter um panorama do que aconteceu, se se identifica alguma alteração regional que necessite de atuação mais especifica, ver se a gravidade da doença foi desproporcionada em relação aos recursos existentes para tratar, se houve mais malformações etc.», acrescenta o responsável.

Enquanto consultor nomeado pelos serviços de saúde, o especialista continua à espera de ser chamado pela DGS para analisar as conclusões, já que «não houve ainda uma reunião de análise global do resultado final da avaliação, mas faz sentido que cada um dos grupos que participa na análise exprima as suas preocupações».

19tm19q
10 de Maio de 2019
1919Pub6f19tm19q

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 17.05.2019

 Executivo abre 1129 vagas para as áreas de MGF, hospitalar e de Saúde Públ...

O Governo cumpriu o prazo de 30 dias para a abertura de concursos após a fixação da lista de classif...

por Teresa Mendes | 17.05.2019

Semana Europeia do Teste da Primavera decorre até 24 de maio

Começa hoje e decorre até 24 de maio, a Semana Europeia do Teste Primavera 2019, organizada pela HIV...

por Teresa Mendes | 17.05.2019

Acordo entre FMUL e Fundação Champalimaud reforça laços existentes

O diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Fausto Pinto, e a presidente da Fundaç...

por Teresa Mendes | 17.05.2019

 Daniel Ferro nomeado presidente do CHULN

O ex-presidente da administração do Hospital Garcia de Orta, Daniel Ferro, vai liderar o conselho de...

por Teresa Mendes | 16.05.2019

 É ilegal recusar tratar doentes que não autorizam o tratamento de dados pe...

A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) considerou ilegal a recusa de prestação de cuidados...

por Teresa Mendes | 16.05.2019

 Convenção Nacional da Saúde 2019 decorre a 18 de junho

 A edição de 2019 da Convenção Nacional de Saúde (CNS) vai ter lugar no próximo dia 18 de junho, no...

15.05.2019

Tempos de espera para cirurgias mais do que duplicaram

Quase 40% das consultas hospitalares a pedido dos cuidados de saúde primários (CSP) não foram realiz...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.