14% das crianças com 13 meses sem vacina contra o sarampo e meningite C

13.05.2019

DGS publica «Boletim Programa Nacional de Vacinação» 
Em 2018, 14% das crianças com 13 meses não estavam protegidas contra o sarampo e a meningite C, quando a idade recomendada da primeira dose é aos 12 meses, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgados esta sexta-feira.

O Boletim do Programa Nacional de Vacinação (PNV) 2018, publicado no site da DGS, mostra que 97% das crianças, aos três meses de idade, já tinham cumprido em 2018 o esquema recomendado das vacinas contra a pneumonia e tosse convulsa.

Contudo, «aos 13 meses de idade, 14% das crianças ainda não estavam protegidas contra o sarampo, nem contra a doença invasiva Neisseria meningitidis C [meningite C]», sublinha o relatório.

Apesar de tudo, e em comparação com os resultados de 2017, verifica-se um aumento no cumprimento da vacinação atempada aos três e 13 meses de idade.
Nas crianças vacinadas até aos 13 meses, este aumento foi de 2% e 1% na vacinação contra o sarampo e contra a meningite C, respetivamente.

Em 2018, 14% das crianças com 13 meses não estavam protegidas contra o sarampo e a meningite C, quando a idade recomendada da primeira dose é aos 12 meses, segundo dados da Direção-Geral da Saúde 

Aliás, segundo a DGS, em 2018 observou-se «um aumento das coberturas vacinais em relação aos valores do ano anterior, para todas as vacinas, doses e idades avaliadas».

De acordo com os dados, todas as vacinas e doses avaliadas até aos sete anos atingiram o objetivo de 95% de cobertura.

Relativamente à vacinação contra o sarampo, o boletim refere que a cobertura vacinal para a primeira dose, avaliada aos dois anos, foi de 99% em 2018.

Já a cobertura vacinal para a segunda dose desta vacina, nos beneficiários entre os seis e os 18 anos, varia entre 96% e 98%, refere o documento.

No que se refere à vacinação contra infeções pelo papiloma vírus humano, o documento revela que em 2018, ano em que se assinalou o 10.º aniversário da introdução desta vacina no PNV, a cobertura vacinal revelou «os valores mais elevados de sempre, atingindo os 90%, para duas doses, dois anos após o início da vacinação e chegando aos 94% aos 14 anos».

Os dados estimam ainda que cerca de 85% das mulheres grávidas tenham sido vacinadas contra a tosse convulsa no ano passado, revelando um «evidente aumento» relativamente a 2017.

Com estes resultados, espera-se o controlo da tosse convulsa nas crianças até aos dois meses.

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13 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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