Portugal é o quarto país europeu com mais mortalidade materna

13.05.2019

Gravidezes tardias podem ser o principal motivo 
Em 2017, a taxa de mortalidade materna aumentou para níveis que já não se registavam desde 1991. Esta é uma realidade que, tal como a subida da mortalidade infantil, está a preocupar os profissionais de saúde.

Segundo dados revelados pelo Jornal de Notícias este domingo, Portugal é o quarto país europeu onde mais morrem mulheres grávidas ou durante o parto, ficando apenas atrás da Estónia (que, em 2016, tinha uma taxa de mortalidade materna de 14,2), da Hungria (11,5) e da Letónia (9,1).

Em 2017, registaram-se 10,4 óbitos maternos por cada 100 mil nados vivos em Portugal, dados que os médicos consideram preocupantes. Há mais de 25 anos que não morriam tantas mulheres na sequência do parto ou da gravidez, em Portugal.

O Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos admite que os números possam ser ainda mais elevados e pede uma análise, caso a caso, tal como aquela que será feita ao nível da mortalidade infantil.

Ouvido pela TSF, Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal prefere não dramatizar estes números, mas sublinha a importância de estudar aquilo que está a acontecer.

«Isto pode significar apenas um aumento pontual e não propriamente uma tendência. O mais importante neste momento é tentar perceber quais são as causas adjacentes», refere.

Em 2017, a taxa de mortalidade materna aumentou para níveis que já não se registavam desde 1991. Esta é uma realidade que, tal como a subida da mortalidade infantil, está a preocupar os profissionais de saúde 

A Direção-Geral de Saúde promete analisar os dados com detalhe e adianta que o aumento da morte das mães pode estar associado às gravidezes tardias. Um argumento que é corroborado pelo especialista.

«Parece ser moda as mulheres terem filhos depois dos 40 anos. Obviamente que essa não é a idade ideal para as pessoas se reproduzirem e comporta riscos quer para a mãe quer para o feto», alerta Luís Graça.

Considerando que as complicações causadas pelas gravidezes tardias «não podem ser negligenciadas», o responsável defende a educação e sensibilização da população para que não espere até tão tarde para engravidar e comece a «ter filhos mais cedo».  

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13 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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