DGS vai realizar inquérito para apurar razões da mortalidade infantil e materna

por Teresa Mendes | 15.05.2019

Objetivo é completar os dados e obter informação adicional 
O grupo de trabalho criado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) vai realizar um inquérito epidemiológico para aprofundar o estudo das variações da taxa de mortalidade infantil e de mortalidade materna.
O esboço desse inquérito, que será retrospetivo e prospetivo, vai ser definido numa reunião a realizar na próxima sexta-feira, dia 17 de maio.

Numa nota à Imprensa, a DGS informa a primeira reunião alargada de especialistas decorreu no dia 7 de março, após a elaboração do primeiro relatório preliminar, e que na segunda reunião «será definido o inquérito a fazer em relação a cada morte infantil e a cada morte materna, para completude dos dados e obtenção de informação adicional».

No comunicado, o organismo informa ainda que a taxa de mortalidade infantil global em 2018 situa-se nos 3,3/1.000 nados vivos (NV), valor semelhante ao de 2016 (3,2/1.000 NV) e superior ao de 2017 (2,7/1.000 NV), lembrando que «o valor de 2018 é provisório e poderá sofrer uma pequena redução quando forem retirados os óbitos de mães residentes no estrangeiro».

O grupo de trabalho criado pela Direção-Geral da Saúde vai realizar um inquérito epidemiológico para aprofundar o estudo das variações da taxa de mortalidade infantil e de mortalidade materna 

«A comparação da taxa de mortalidade infantil de Portugal com a da União Europeia (UE) revela que, os valores para Portugal se têm mantido abaixo dos da UE e mais baixos que os de países de referência (Reino Unido, França, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, entre outros)», reforça a DGS, informando que «os resultados preliminares não identificam uma causa única que se possa apontar como responsável pela variação ocorrida em 2018» e que «o fenómeno das oscilações da taxa de mortalidade infantil é multifatorial».

As causas de morte infantil mais frequentes, e com aumentos em 2018, são as «afeções maternas com e sem relação com a gravidez e complicações da gravidez e parto», as «perturbações relacionadas com a prematuridade e baixo peso» e as «mortes de causa não especificada», lê-se no comunicado.

Em relação ao aumento da mortalidade materna, a entidade reforça que em 2018, e em relação a 2017, «foi evidente a maior taxa de mortalidade neonatal no grupo de idade materna ≥40 anos».

19tm20h
14 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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