Tutela ordena inspeção sobre acusações de dados falseados em Cascais

15.05.2019

Grupo Lusíadas nega envolvimento da administração 
O Ministério da Saúde determinou a abertura de um processo de inspeção para esclarecer as acusações sobre dados falseados no Hospital de Cascais, gerido em parceria público-privada (PPP), com o objetivo de aumentar as receitas.

«Face às denúncias relatadas na reportagem da SIC, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, determinou à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a abertura de um processo de inspeção de forma ao cabal esclarecimento destas matérias», indica uma resposta do Ministério da Saúde enviada esta terça-feira à agência Lusa.

A Tutela acrescenta que «acompanha em permanência a execução dos contratos-programa das PPP na Saúde, através da respetiva Administração Regional de Saúde (ARS), que procede a auditorias de forma sistemática, regular e permanente».

O Ministério da Saúde determinou a abertura de um processo de inspeção para esclarecer as acusações sobre dados falseados no Hospital de Cascais, gerido em parceria público-privada (PPP), com o objetivo de aumentar as receitas 

Em causa está a acusação da administração daquele hospital, por parte de um grupo de antigos e atuais profissionais do Hospital de Cascais, de falsear resultados clínicos e algoritmos do sistema de triagem da urgência para aumentar as receitas que são pagas àquela PPP.

Uma reportagem exibida na segunda-feira pela SIC relata a situação e adianta que a denúncia já chegou à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e ao Ministério Público, que estão a analisar o caso.

Relatos de antigos e atuais funcionários recolhidos no âmbito da reportagem denunciam que eram impelidos a aligeirar sintomas ou o caso do doente, de forma a que os algoritmos da Triagem de Manchester dessem uma cor de pulseira verde em vez de amarela, por exemplo, para que os tempos máximos de espera não fossem ultrapassados.

Entretanto, o Grupo Lusíadas, que gere o Hospital de Cascais, negou esta terça-feira o envolvimento da administração do Hospital e indicou que será feita uma análise do relatado.  

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15 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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